Ibovespa dispara quase 3% com IPCA surpreendente e renova máxima em quase dois meses

O Ibovespa encerrou a semana em forte alta após o IPCA de junho surpreender positivamente o mercado e reforçar as apostas de um novo corte da Selic em agosto. O principal índice da B3 avançou 2,97% nesta sexta-feira (10), aos 177.866,37 pontos, maior nível de fechamento desde 14 de maio. O movimento levou o Ibovespa à terceira semana consecutiva de ganhos, com alta de 2,18% no período. O volume financeiro somou R$ 24,99 bilhões.

A inflação abaixo do esperado fortaleceu a percepção de que o Banco Central poderá manter o ciclo de afrouxamento monetário, cenário que beneficia principalmente empresas mais sensíveis aos juros. No pregão, apenas Prio (PRIO3) terminou em queda entre as ações do índice.

Cotação do dólar hoje

  • Dólar comercial: R$ 5,11
  • Variação: queda de aproximadamente 0,8%

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Fechamento das bolsas americanas

  • Dow Jones: +0,54%
  • S&P 500: +0,76%
  • Nasdaq: +0,94%

Maiores altas e baixas

O fechamento da curva de juros impulsionou praticamente todos os setores da Bolsa. Entre os destaques ficaram empresas mais sensíveis ao custo do capital, como Magazine Luiza (MGLU3), Cyrela (CYRE3), Cury (CURY3), Direcional (DIRR3) e Localiza (RENT3).

O setor financeiro também teve forte desempenho, com destaque para Bradesco (BBDC4) e BTG Pactual (BPAC11), beneficiados tanto pela melhora das perspectivas para os juros quanto pelo interesse de investidores estrangeiros.

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Entre as utilities, Eneva (ENEV3) e Equatorial (EQTL3) também figuraram entre as maiores altas. Já Azul (AZUL4) avançou após um relatório favorável do Bradesco BBI destacar o processo de desalavancagem e geração de caixa da companhia.

Na ponta negativa, apenas Prio (PRIO3) encerrou o dia em baixa.

O principal catalisador do pregão foi o IPCA de junho, que subiu apenas 0,16%, abaixo das expectativas do mercado. Além do resultado cheio, investidores receberam bem a composição do índice, especialmente a desaceleração dos preços de alimentos e dos serviços, fortalecendo a expectativa de um novo corte de 0,25 ponto percentual na Selic na reunião de agosto.

No cenário externo, o ambiente também contribuiu para o apetite por risco. Apesar das declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o fim do cessar-fogo com o Irã, investidores continuaram apostando na retomada das negociações entre os dois países. A queda do petróleo ajudou a reduzir as preocupações com a inflação global e reforçou o movimento de valorização dos ativos de risco.

Na próxima semana, o mercado acompanhará o Boletim Focus e a reunião da Opep+, além de seguir monitorando os desdobramentos das negociações entre Estados Unidos e Irã.

A última cotação do Ibovespa, referente ao pregão de quinta-feira (9), foi de 172.742,12 pontos, com alta de 1,22%.

Maíra Telles

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