SNME11 acelera reestruturação com ganhos de capital e fusão

O fundo imobiliário SNME11 atravessa uma fase de reestruturação estratégica, marcada pela fusão com o SNFF11 e pela reorganização do portfólio. Nesse processo, a gestão da Suno Asset tem utilizado ganhos de capital obtidos anteriormente para sustentar os proventos e preparar as bases de um novo ciclo operacional mais robusto e diversificado.

Segundo Gerardo Azevedo, analista da Suno Asset, o aumento recente dos rendimentos decorre da venda estratégica de uma posição relevante do portfólio, que gerou expressivo ganho de capital. “Era uma tese com peso significativo no fundo. A saída ocorreu em condições favoráveis e seguimos realizando lucros nos meses seguintes, inclusive em dezembro”, afirma o executivo, reforçando a disciplina na execução.

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Em dezembro, o fundo encerrou o mês negociando próximo ao valor patrimonial, com reserva acumulada em torno de R$ 0,03 por cota e crescimento contínuo da base de investidores. Contabilmente, o resultado distribuível foi de R$ 0,12 por cota, acrescido de provisões que elevaram a distribuição total para R$ 0,15, mantendo parte do caixa preservado para novas oportunidades.

Azevedo adota cautela na divulgação de guidance detalhado. “O fundo passará por mudanças substanciais”, diz. Com a incorporação do SNFF11, novas alocações e aumento patrimonial, a administração entende que um guidance definitivo será mais relevante quando as transformações estiverem consolidadas. A expectativa é de um veículo maior, mais líquido e diversificado, com ativos incorporados a preços atrativos, ampliando o potencial de criação de valor no médio prazo.

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SNME11: movimentações e resultados do portfólio


Entre as alocações recentes, o PATL11 ganhou protagonismo após o anúncio de sua incorporação ao HGLG11. A estratégia do SNME11 prevê o desmonte gradual dessa posição após a conclusão do processo, capturando a liberação de valor decorrente do evento corporativo.

Outra frente relevante foi o investimento de aproximadamente R$ 1,7 milhão no CXCO11, que detém dez propriedades em cinco estados, 100% locadas com contratos de longo prazo. De acordo com Azevedo, os preços no secundário indicam cap rate implícito próximo de 15% ao ano, bem acima da média do setor, combinando retorno elevado, margem de segurança e potencial de valorização com a queda dos juros.

Em dezembro, o fundo executou operações táticas adicionais, incluindo venda a descoberto no HGLG11, iniciada e encerrada no mesmo mês. A posição antecipou pressão vendedora proveniente da conversão de cotas de emissão recente, gerando lucro com recompra a preços menores.

Somadas a conversões e amortizações de ativos adquiridos com desconto no secundário, as estratégias renderam cerca de R$ 550 mil em ganho de capital no período, reforçando a natureza multiestratégia do veículo e sua capacidade de atravessar fases de transição com eficiência.

Redação Suno Notícias

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