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    Radar do Mercado: Petrobras (PETR4) recebe neste mês navio para escoar petróleo de plataformas

    Radar do Mercado: Petrobras (PETR4) recebe neste mês navio para escoar petróleo de plataformas
    • A companhia receberá em 14 de junho, em Cingapura, um navio contratado para atender operações de escoamento de petróleo de suas plataformas (“offloading”).
    • O Eagle Petrolina é o primeiro de quatro navios contratados pela estatal para atender no longo prazo as operações de escoamento e tem capacidade de armazenamento de 1 milhão de barris.
    • “A embarcação saiu da Coreia do Sul na quinta-feira, após testes em alto mar… a previsão é que o navio chegue ao Brasil no início de julho para operar na Bacia de Santos”, disse a Petrobras.
    • “Com a alta produtividade apresentada pelos campos do pré-sal, estamos investindo e preparando nossa infraestrutura logística para o aumento da produção de petróleo nos próximos anos”, disse o diretor de Logística da Petrobras, André Chiarini, em nota.

    A Petrobras também contratou, em separado, mais três navios-tanque com entrega prevista para 2022, acrescentou a empresa.

    Segundo a empresa, a capacidade de escoamento das plataformas passará de 2,067 milhões de barris/dia, atualmente, para 2,262 milhões de barris/dia em 2022.

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    A Petrobrás também conclui emissão de US$ 3,25 bilhões em títulos no mercado de capitais global através da sua subsidiária integral, a Petrobras Global Finance, a oferta de títulos no mercado de capitais internacional (Global Notes), no valor de US$ 3,25 bilhões.

    Deste montante, US$ 1,5 bilhão faz parte da emissão de novo título com vencimento em 2031 e US$ 1,75 bilhão com a emissão de novo título com vencimento em 2050.

    A operação foi precificada no dia 27 de maio de 2020.

    Na quarta uma decisão judicial também determinou que a Petrobras deve rebatizar o campo de Lula, no pré-sal, atualmente o maior em produção no Brasil, disse o secretário especial de Desestatização do Ministério da Economia, Salim Mattar.

    O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) considerou que o nome do campo gerava promoção pessoal para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou Mattar, em publicações no Twitter na noite de quarta-feira.

    Não foi possível contatar o TRF-4 de imediato. A Petrobras também não respondeu de imediato a pedidos de comentário sobre as publicações do secretário na rede social.

    A Petrobras atribuiu o nome de Lula ao campo, até então denominado Tupi, no final de 2010, perto do encerramento do governo do então presidente Lula.

    O campo de Lula produziu 1,033 milhão de barris por dia de petróleo e 45,7 milhões de metros cúbicos de gás natural em abril, mantendo-se como maior produtor do Brasil, de acordo com números da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

    A título de comparação, a produção em Lula já é maior que a oferta total da Venezuela, que ficou em torno de 796 mil barris por dia em 2019, segundo dados da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

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    Tiago Reis
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