YouTube estuda pagar criadores com NFTs

YouTube estuda pagar criadores com NFTs
Concorrentes do YouTube, como o Twitter, já autorizaram utilização dentro da plataforma - Foto: Reprodução/Twitter

O YouTube estuda a possibilidade de incluir recursos de token não fungíveis – ou NFTs, como são conhecidos – em sua plataforma. Segundo a CEO, Susan Wojcicki, os criadores de conteúdo podem receber NFTs como forma de pagamento.

Apesar disso, a fala da executiva foi abrangente e não citou exatamente o que pode ser feito com a inclusão dos ativos na plataforma. Vale lembrar que esta é a primeira menção do Google – empresa dona do YouTube – às NFTs.

Concorrentes como o Twitter já aderiram ao movimento, considerando que as NFTs podem ser utilizadas como foto de perfil na rede. Ao mesmo tempo, o Instagram trabalha para que seja disponibilizada uma ferramenta semelhante, segundo apuração do Financial Times.

Até então o YouTube já explorou diversas maneiras de produtores de conteúdo ganharem dinheiro além da publicidade, adicionando ferramentas como contribuições financeiras de fãs e comércio eletrônico.

Segundo Wojcicki, a empresa estaria ‘estudando’ a web3, um termo abrangente para modelos de internet construídos em torno de criptomoedas, como uma “fonte de inspiração”.

“Estamos sempre focados em expandir o ecossistema do YouTube para ajudar os criadores de conteúdo a capitalizar tecnologias emergentes, incluindo coisas como NFTs, enquanto continuamos a fortalecer e aprimorar as experiências que criadores e fãs têm no YouTube”, escreveu ela em sua carta anual aos criadores.

Os apoiadores do web3 defendem frequentemente que projetos relacionados às criptomoedas são as melhores alternativas para que os criadores ganhem dinheiro em plataformas digitais de anúncio – atual modelo de remuneração do YouTube.

Para Wojcicki, é necessário permitir que os criadores “capitalizem em cima de tecnologias emergentes”.

No que o YouTube investirá em 2022?

Em sua carta, Wojcicki também mencionou as prioridades do YouTube: jogos, compras, música e Shorts, modelo semelhante ao TikTok. Shorts, segundo a CEO, conquistou mais de 5 trilhões de visualizações de vídeo desde sua estreia no final de 2020.

No seu último balanço, o YouTube teve uma alta de 43% na sua geração de receita, ficando na cifra de US$ 7,2 bilhões no 3T21. A alta da receita acompanha o crescimento do resultado financeiro do Google. A empresa deve publicar seu próximo balanço ainda na semana seguinte.

Eduardo Vargas

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