Grana na conta

Whatsapp – influência da rede social nas eleições 2018

Faltando menos de quatro dias para a votação do primeiro turno, as eleições deste ano estão marcadas pela intensificação do “uso” de redes sociais para campanha política e disseminação de notícias, verdadeiras ou não. E entre essas ferramentas, a que demostra maior eficiência é o Whatsapp.

Isto porque o Whatsapp é uma plataforma criptografada e fechada, além de ser gratuita e instantânea. Esta combinação colocou a mídia como a melhor ferramenta para disseminação de conteúdo.

Para especialistas, a ideia de expandir o número de pessoas que recebe informações é – teoricamente – um avanço.

Porém, a ferramenta se tornou “terra de ninguém” e circulam imagens, vídeos e textos que não possuem a menor obrigação com a veracidade.

Nestas eleições já foram espalhadas notícias como: Marina Silva invadindo uma fazenda no Acre, Ciro Gomes agredindo a atriz Patrícia Pillar,  Paulo Guedes, braço direito de Bolsonaro, em evento com Hugo Chávez.

Ainda que os fatos não tenham ocorrido, o peso destas notícias é real.

De 2014 para 2017, o número de adultos brasileiros com um smartphone passou de 24% para 54%.

Dados da pesquisa anual do Centro de Tecnologia de Informação Aplicada, da FGV, apontam que existe mais de um smartphone por pessoa no Brasil.

O Facebook, dono da rede de mensagens instantâneas, não confirma. Mas especialistas especulam que o whatsapp tenha mais de 90 milhões de usuários no pais.

Números que contribuem na explicação sobre as redes sociais terem tanto peso na corrida eleitoral deste ano.

Entre os candidatos, quem até o momento aparenta utilizar melhor a ferramenta é Jair Bolsonaro.

A campanha do capitão reformado estruturou o Facebook, e especialmente o WhatsApp, como veículos de propagação de conteúdo.

A Revista Piauí realizou uma reportagem no final de junho no qual aponta que Major Olímpio, um dos homens fortes do lado de Jair, participava e geria mais 800 grupos na rede de mensagens instantâneas com objetivo de apoiar o candidato do PSL.

A tendência é que o Whatsapp continue tendo influência nas eleições até o seu término.

Mateus Vasconcellos

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