WEG (WEGE3) ganha alívio tarifário nos EUA e pode destravar margem; veja o impacto
A WEG (WEGE3) pode sair como uma das principais beneficiadas de uma mudança recente na política comercial dos Estados Unidos, em um movimento que tende a aliviar custos e melhorar margens nos próximos anos. Segundo análise do BTG Pactual, a nova regra tarifária sobre metais representa um cenário mais favorável do que o esperado para a companhia.
A mudança envolve tarifas sobre aço, alumínio e cobre, insumos relevantes para a operação da WEG, e pode impactar diretamente a estrutura de custos da empresa.
WEG (WEGE3) reduz pressão de custos com nova regra
De acordo com o BTG, o governo americano revisou as tarifas aplicadas a produtos industriais intensivos em metais, reduzindo a carga efetiva em alguns casos.
Para a WEG, o ponto central é que determinados equipamentos industriais e de rede elétrica poderão ser tarifados em cerca de 15% até 2027, um patamar bem inferior ao cenário anterior.
No relatório, os analistas destacam que essa mudança representa “um resultado melhor do que a tarifa anterior de 50% sobre todos os custos metálicos dos produtos importados”, indicando um alívio relevante para a companhia .
Além disso, o banco ressalta que aproximadamente 45% do custo dos produtos da WEG está ligado a metais como cobre, aço e alumínio, o que amplia a relevância dessa revisão tarifária para o negócio .
WEG (WEGE3) segue bem posicionada mesmo com concorrência
Mesmo com o alívio tarifário também beneficiando concorrentes, a avaliação é de que a WEG tende a capturar ganhos relevantes.
O BTG aponta que a companhia já implementou aumentos de preços no mercado americano nos últimos anos, o que pode facilitar a conversão desse alívio de custos em melhora de margens.
Além disso, a empresa mantém recomendação de compra pelo banco, com preço-alvo de R$ 65, implicando potencial de valorização relevante frente aos níveis atuais.
No relatório, a WEG (WEGE3) é vista como bem posicionada para esse novo cenário, com os analistas destacando que a mudança tarifária deve contribuir para “margens mais fortes e estáveis ao longo do tempo”, reforçando a tese positiva para a companhia