WEG (WEGE3) vê lucro cair, mas exterior segura o 2T26; veja números
A WEG (WEGE3) não entregou um balanço de euforia, mas também não saiu da tomada. No segundo trimestre de 2026, a companhia viu receita, Ebitda e lucro caírem levemente na comparação anual, mas manteve margens saudáveis, ROIC elevado e crescimento forte no mercado externo em dólares.
A receita operacional líquida da WEG (WEGE3) somou R$ 10,14 bilhões no 2T26, queda de 0,6% em relação ao 2T25. Na comparação com o primeiro trimestre deste ano, porém, houve alta de 7,1%.
O lucro líquido ficou em R$ 1,56 bilhão, recuo de 2,1% na comparação anual, mas crescimento de 7,0% frente ao 1T26. A margem líquida foi de 15,4%, praticamente estável em relação ao trimestre anterior.
Já o Ebitda atingiu R$ 2,21 bilhões, queda de 2,1% ante o 2T25 e alta de 5,2% frente ao 1T26. A margem Ebitda ficou em 21,8%, 0,3 ponto percentual abaixo do mesmo período do ano passado.
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WEG (WEGE3) cresce fora do Brasil
O mercado externo foi o principal ponto de sustentação da WEG (WEGE3) no trimestre. A receita fora do Brasil somou R$ 6,17 bilhões, alta de 2,3% em reais na comparação anual.
Em dólares, o crescimento foi mais forte. A receita do mercado externo chegou a US$ 1,22 bilhão, avanço de 14,7% em relação ao 2T25 e de 8,8% frente ao 1T26.
Segundo a companhia, o desempenho foi positivo em moedas locais e refletiu a boa atividade industrial em mercados importantes. América do Norte e Europa foram destaques, com crescimento de 20,0% e 16,3% em dólares, respectivamente.
A receita externa em reais, porém, foi pressionada pela valorização do real. O dólar médio passou de R$ 5,67 no 2T25 para R$ 5,05 no 2T26, queda de 10,9%.
Brasil pesa com geração solar mais fraca
No mercado interno, a receita da WEG (WEGE3) somou R$ 3,97 bilhões, queda de 4,9% em relação ao 2T25. A principal pressão veio da área de Geração, Transmissão e Distribuição de Energia, a GTD.
Segundo a companhia, a queda no Brasil reflete principalmente a falta de projetos de geração solar centralizada em 2026, apesar da manutenção da demanda no negócio de geração solar distribuída.
Por outro lado, a empresa destacou a continuidade das entregas de projetos de transmissão e distribuição, além da melhora da atividade industrial no país.
Na divisão de Equipamentos Eletroeletrônicos Industriais, a receita cresceu tanto no Brasil quanto no exterior. No mercado interno, houve alta de 16,5% frente ao 2T25, impulsionada por motores elétricos, redutores, motores de alta tensão e painéis de automação.
ROIC segue forte e dividendos entram no radar
Mesmo com a leve queda no lucro, a WEG (WEGE3) manteve um dos indicadores mais acompanhados pelo mercado em nível elevado. O ROIC atingiu 33,6% no 2T26, alta de 0,7 ponto percentual em relação ao 2T25 e de 0,5 ponto percentual frente ao 1T26.
A companhia também informou que investiu R$ 794,9 milhões em Capex no trimestre, com recursos destinados à modernização e expansão da capacidade produtiva. Do total, 44,5% foram aplicados no Brasil e 55,5% no exterior.
No exterior, os investimentos avançaram em fábricas de transformadores no México, Colômbia e Estados Unidos, além da ampliação da capacidade produtiva na China.
A WEG (WEGE3) também informou que pagará, em 12 de agosto de 2026, a primeira parcela dos dividendos aprovados em dezembro de 2025, no valor total de R$ 1,73 bilhão, equivalente a R$ 0,412831673 por ação.
No balanço do 2T26, a WEG (WEGE3) mostrou uma combinação de crescimento externo, margens ainda saudáveis e retorno elevado sobre o capital, mas com pressão no lucro e na receita anual por causa do câmbio e da menor demanda por projetos solares no Brasil.