Vibra (VBBR3) não está interessada em fusão com a Eneva (ENEV3), diz CEO

Em novembro do ano passado, a Eneva (ENEV3) propôs uma fusão com a Vibra (VBBR3), mas a negociação acabou não avançando conforme as duas partes imaginavam. Neste ano, novos rumores surgiram, indicando que o acordo poderia acontecer, mas o CEO da Vibra, Ernesto Pousada, afirmou que não há interesse em explorar uma potencial fusão.

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Em entrevista à Bloomberg News, Pousada disse que a oferta feita pela Eneva não era atraente em função do baixo preço, e embora a Vibra tenha contratado o JP Morgan para assessorá-la em outros negócios potenciais, o CEO garantiu que não há nenhum outro avanço nesse sentido.

“Não há nada acontecendo hoje. A proposta não foi boa para nós, não é do nosso interesse e as negociações terminaram”, disse o CEO da Vibra.

Na oferta de fusão da Eneva com a Vibra feita inicialmente, os acionistas de cada empresa deteriam 50% do capital da nova companhia. Após analisar a oferta, a Vibra afirmou que a relação de troca era injusificável e que a Eneva teria que melhorar significamente os termos propostos, o que não aconteceu.

Enersto Pousada disse ainda que a Vibra está no caminho certo e que, nesse momento, não está olhando para outras oportunidades de fusão.

“Temos nossa própria agenda de crescimento. Nosso negócio de distribuição de combustíveis ainda tem muitas oportunidades e vemos oportunidades para melhorar nosso negócio de lubrificantes ou vários de nossos negócios dentro da empresa”, completou.

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Vibra (VBBR3): XP recomenda compra

Em relatório sobre o setor de combustíveis, analistas da XP iniciaram a cobertura das ações da Vibra (VBBR3), já sinalizando otimismo com a empresa.

A recomendação para as ações da Vibra é de compra, com preço-alvo de R$ 32,70 – ao passo que os papéis VBBR3 são negociados a cerca de R$ 24 atualmente.

“Após retornos estelares em 2023 – especialmente para a Ultrapar (UGPA3) -, acreditamos que chegou a hora de a Vibra brilhar, embora existam alguns riscos no horizonte. Vemos a Vibra como uma ação barata e a melhor para se posicionar em relação aos potenciais ventos favoráveis do setor de distribuição de combustíveis”, observa a XP.

A XP destaca que prefere a Vibra à Ultrapar (UGPA3) principalmente por motivos de valuation, além de questões como a exposição da companhia ao negócio de distribuição de combustíveis e infraestrutura com maior capilaridade.

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Guilherme Serrano Silva

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