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ETFs: Veja as vantagens e desvantagens de investir no fundo

ETFs: Veja as vantagens e desvantagens de investir no fundo
ETFs. Foto de Anna Nekrashevich no Pexels

Na última semana do mês de abril, foi lançado um novo Exchange-Traded Fund (ETF) focado em empresas de tecnologia, disponível para investimento na Bolsa de Valores do Brasil (B3).

Denominado “It Now Teck”, o novo ETF, lançado pela Itaú Asset Management, é negociado sob o código “TECK11” e replica o desempenho do índice “NYSE FANG+”, composto por ações de dez grandes empresas de tecnologia, como Facebook, Amazon, Netflix, Google, Alibaba, Tesla e Twitter.

Enquanto no dia 26 de abril, a B3 passou a negociar o primeiro ETF de criptomoedas do Brasil, o Hashdex Nasdaq Crypto Index Fundo de Índice (HASH11), que replica o índice Nasdaq Crypto Index (NCI). Ele é composto por seis criptomoedas: Bitcoin, Ethereum, Stellar, Litecoin, Bitcoin Cash e Chainlink.

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Atualmente, há 25 ETFs de renda variável disponíveis para investimento na Bolsa brasileira e sete de renda fixa.

Em meio a um cenário de juros baixos, os investidores brasileiros buscam diversificar mais sua carteira, e com isso, gestoras têm apostado mais ainda em Brazilian Depositary Receipt (BDRs) de ETFs.

Diante disso, com o crescimento do número de investidores interessados neste tipo de ativo, o Suno Notícias falou com especialistas que revelam as vantagens e desvantagens de investir no chamado Exchange-Traded Fund.

O que é o ETF

O ETF é um tipo de investimento negociado na bolsa de valores que tem como finalidade refletir a performance financeira de um conjunto pré-determinado de ativos.

Além disso, apesar de serem conhecidos no Brasil como fundos de índice, os ETFs podem ter diversas modalidades de investimento.

De acordo com Alkeos Saroglou, Sócio da Alta Vista Investimentos, o mais famoso é o BOVA11, que replica o índice Ibovespa. “Quando você investe desta forma, você compra cotas na bolsa seguindo passivamente um determinado índice”.

Diante disso, confira as possibilidades de investimentos ao optar por ETFs:

  • Ações;
  • Índices de mercado;
  • Moedas;
  • Commodities;
  • Títulos de renda fixa públicos e privados.

Praticidade e diversificação

De acordo com Gisele Borba, Head de Operações da Amur Capital, em um cenário de baixa de juros, os investidores acabaram buscando alguns ETFs como forma de diversificar a carteira para buscar retornos maiores no longo prazo.

Borba explica que entre as vantagens de investir nesse ativo está, primeiramente, sua praticidade.

“O cliente que deseja investir em bolsa de valores mas não tem tempo para acompanhar, pode por exemplo investir em BOVA11, que é um índice que replica o Ibovespa”, disse.

Enquanto, “quem deseja investir em mercado imobiliário mas não tem tempo para pesquisar cada opção, pode ter o ETF IFIX que replica os fundos imobiliários. Da mesma forma, quem deseja investir em criptomoedas, pode investir em HASH11“.

Ou seja, são inúmeras oportunidades que o cliente tem para compor a carteira com essa praticidade, ressalta Borba.

Além disso, também vale citar que a diversificação também é facilitada, isto é, já que alguns índices replicam uma cesta de ativos, em alguns casos, o cliente que as vezes não tem capital suficiente para compor aquela carteira específica, pode adquirir um ETF a um valor mais acessível, “também possibilitando aos investidores ter ativos de países emergentes, ou europeus etc, sem precisar transferir seu patrimônio”, conclui.

Da mesma forma, para Henrique Esteter, analista da Guide Investimentos, uma das vantagens de investir em ETFs é por estar exposto a algum tipo de setor que abre a possibilidade de um investimento simples, fácil e diversificado.

“Hoje também dá a possibilidade de instrumentos que a B3 não possui de outra forma, como no caso das criptomoedas.

Caso não houvesse um ETF para isso, só seria possível fazer esse investimento através de uma corretora de criptomoedas ou então através de fundos, explica. Desta forma, essa possibilidade abre espaço para que sejam feitos investimentos em segmentos diferentes e diversificando a carteira.

Custos adicionais e falta de stock picking

No entanto, essa opção de investimentos também apresenta algumas desvantagens. Segundo Gisele Borba, as questões principais que os investidores devem se lembrar são, primeiramente, os custos.

Um exemplo citado pela Head é a alíquota do imposto de Renda (IR), que não é isenta para valores de alienação abaixo de R$ 20 mil, ou seja, quando há lucro, o cliente será tributado em uma alíquota de 15%.

Além disso, existem alguns custos adicionais, tal como a taxa de administração, como lembra o sócio da Alta Vista Investimentos.

“Quando se compra um ETF, ele nada mais é que um fundo, um índice, então existem alguns custos referentes ao posicionamento desse fundo”, lembra Henrique Esteter.

Por último, outra desvantagem de investir em ETFs, segundo o analista da Guide Investimentos, é que quando um investidor compra um ETF ele não está fazendo o stock picking, não está analisando uma empresa e entendendo porque ela vai se beneficiar, mas sim olhando numa visão mais setorial, uma visão mais externa.

Com base nisso, o investidor pode comprar algumas companhias que não tendem a ter uma performance tão sólida quanto outras, caso tivesse feito essa análise mais efetiva, informa.

Investir em ETFs com cuidado

Antes de qualquer investimento em ações ou ETFs é importante ressaltar que quitar as dívidas e fazer uma reserva de emergência deve sempre ser a prioridade. Os analistas da SUNO Research sempre salientam que é necessário antes poupar dinheiro para depois investir, e nunca se endividar para investir ou investir endividado. Esta matéria não é uma recomendação de investimento.

Rafaela La Regina

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