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Vale (VALE3): Ativa corta (e muito) o preço-alvo das ações; veja para quanto

Vale (VALE3): Ativa corta (e muito) o preço-alvo das ações; veja para quanto
Prédio da Vale. Foto: Divulgação

Apoiada na tese de que a demanda da China, maior consumidora global de minério de ferro, deve continuar limitada, a Ativa Investimentos ajustou o preço-alvo das ações da Vale (VALE3), descendo de R$ 120,40 para R$ 84,50. A recomendação de compra permaneceu neutra.

Nesta quinta (18), as ações da Vale fecharam em baixa de 4,11%, negociadas a R$ 62,33.

A demanda da gigante asiática foi reduzida devido às maiores restrições ambientais e a desaceleração das atividades do setor de real estate do país asiático, afetando assim todas as empresas que dependiam da exportação de seus produtos para a China, caso da Vale, que agora deve ter dificuldades para elevar a rentabilidade de sua operação com minerais ferrosos no curto prazo.

A Ativa destaca ainda que não observa redução gradual na dinâmica de custos, que segue limitando a obtenção de maiores margens por parte da companhia, sobretudo em função dos maiores dispêndios logísticos.

“Desta forma, seguimos preferindo empresas e setores com menores assimetrias e melhores relações risco x retorno, mesmo reconhecendo o eventual desconto atual dos múltiplos da mineradora.”

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A Ativa acredita que, com o mercado se mostrando mais desafiador, a Vale se propõe a manter a resiliência operacional por meio da execução de estratégia que privilegia a geração de valor sobre o volume. Diante dos novos condicionantes mercadológicos, a companhia deverá seguir incrementando sua capacidade de oferta de minério de ferro apenas de forma gradual.

A mineradora negocia atualmente desconto de 30% diante de seus pares globais, por causa da tragédia de Brumadinho. “A conquista de maior credibilidade quanto à execução de sua política ESG é vital para a diminuição deste desconto. Acreditamos ainda que Vale possa vir a explorar de forma mais efusiva o diferencial qualitativo que o minério de ferro do Sistema Norte oferece”, explica a Ativa.

A possível maior demanda futura por produtos de maior qualidade devido às pressões ambientais pode seguir gerando impacto positivo nos prêmios dos produtos da Vale, beneficiando a geração de caixa futura.

No entanto, os especialistas da Ativa lembram que mercados futuros de commodities são cíclicos, voláteis e correlacionáveis com mudanças drásticas de cenário. Isso faz com que a possível desaceleração da demanda chinesa e as mudanças regulatórias no país possam continuar gerando impactos na cotação do minério de ferro, principal negócio da Vale.

Bruno Galvão

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