Títulos do Tesouro Direto em alta: retorno chega a 6,35% e atinge nova máxima histórica

Títulos do Tesouro Direto em alta: retorno chega a 6,35% e atinge nova máxima histórica
Tesouro Direto: a taxa de custódia dos títulos cairá de 0,25% para 0,2% do valor dos papéis. Foto: Pixabay

Nesta terça-feira (12), as taxas dos títulos públicos operaram em alta. Após um dia de forte alta nas curvas de juros na véspera (11), a sessão de hoje foi marcada por mais uma onda de aversão a risco, com incertezas sobre a China e sobre a manutenção das pressões inflacionárias ao redor do mundo. Em relação ao Tesouro Direto, as taxas oferecidas pelos títulos públicos operaram em alta pela terceira sessão consecutiva nesta terça-feira (12).

O mínimo oferecido pelos prefixados é recorde para o papel, chegando a 13,30% ao ano, no caso do papel com vencimento em 2025, que passou a ser negociado em fevereiro deste ano. O percentual também é maior do que os 13,17% vistos na véspera (11).

Já o juro mais alto é oferecido pelo Tesouro Prefixado 2033, no valor de 13,40% ao ano, outro recorde para o título.

Tesouro: retornos históricos

Retornos históricos também foram observados entre os papéis atrelados à inflação, com exceção do Tesouro IPCA+2035 e 2045.

O piso oferecido pelos títulos com rentabilidade máxima, por sua vez, era de 6,10% ao ano e era entregue pelo Tesouro IPCA + 2026, às 9h25.

Quanto ao Tesouro IPCA+2055, o retorno real oferecido foi de 6,35% ao ano, maior valor já registrado por esse papel que iniciou as negociações em fevereiro de 2020.

Entre os destaques locais do dia estão a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Auxílios, que deve custar mais de R$ 41 bilhões ao governo, com gastos fora do teto, e que deve ser votada ainda hoje (12) na Câmara dos Deputados.

A atenção também se voltou à divulgação do volume de serviços, que subiu 0,9% em maio, acima do esperado pelo mercado.

Quanto à cena internacional, a retomada de lockdowns em algumas cidades da China para impedir a maior disseminação da Covid-19 fica no radar, mas há temores de que a situação piore e as restrições sejam mais abrangentes. O mercado acompanha ainda mais um dia de recuo nos preços das commodities.

Investidores também aguardam a divulgação dos números do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, que será amanhã (quarta-feira, 13).

Na véspera, o dirigente do Federal Reserve (Fed), banco central americano, destacou que a autoridade monetária pode suportar taxas mais altas, após os dados mais fortes de emprego divulgados na semana passada.

Veja como estão as taxas e os preços dos dos títulos público no Tesouro Direto:

Redação Suno Notícias

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