TGAR11 corta projeção e paga R$ 0,71 por cota em fevereiro

O fundo de investimento imobiliário TGAR11 anunciou a distribuição de R$ 0,71 por cota, com data-base em 30 de janeiro de 2026 e liquidação financeira em 13 de fevereiro. Considerando o fechamento a R$ 78,25, o montante implica rendimento mensal aproximado de 0,91%. Para investidores pessoas físicas, os proventos seguem isentos de IR, sendo integralmente creditados aos cotistas, reforçando a atratividade do produto em períodos de maior cautela.

A forte oscilação recente chamou atenção do mercado. Na terça-feira (27), as cotas do TG Ativo Real recuaram cerca de 11,70%, após a gestora atualizar a faixa projetada de distribuição para R$ 0,70 a R$ 1,00 por cota. A mudança ocorreu após meses de pagamentos de R$ 1,00, sinalizando ajuste frente às condições atuais.

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Em 2025, o TGAR11 manteve R$ 1,00 por cota, equivalente a dividend yield mensal de 1,08% (13,69% anualizado). No acumulado de 12 meses, as distribuições somaram R$ 12,00, resultando em yield de 14,76%. A revisão provocou realização de lucros entre investidores focados em renda, refletindo sensibilidade a alterações na previsibilidade de proventos.

A gestora afirma que a revisão não deriva de deterioração de ativos, mas de postura mais conservadora frente ao ambiente macro e de crédito, que reduz a velocidade de conversão em caixa. Segundo a administração, a estratégia busca retornos superiores no longo prazo, porém com maior volatilidade no fluxo de caixa em fases de desaceleração econômica, exigindo disciplina na política de distribuição.

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Mais de 72% da carteira de equity já está performada, reduzindo riscos de execução. O desafio agora reside em vendas e recebimento dos recursos, etapas pressionadas pelo custo do crédito. Com a taxa Selic em 15% ao ano, o financiamento imobiliário encarece e alonga prazos de desligamento, afetando compradores e incorporadoras.

Além do ciclo de juros, houve atraso no recebimento da venda do ativo Viel, postergando uma entrada relevante. Diante disso, a gestora decidiu calibrar as distribuições estritamente à geração de caixa atual, preservando liquidez das SPEs e a robustez do portfólio.

O fundo mantém R$ 2,52 bilhões em patrimônio líquido, cerca de R$ 2,03 bilhões em equity, em 159 empreendimentos e mais de 82 mil unidades. Na visão do TGAR11, a normalização do crédito e eventual queda de juros podem acelerar a conversão de valor em caixa e sustentar a recuperação dos rendimentos no médio e longo prazos.

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Redação Suno Notícias

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