Taxa de desemprego de 14,6% é a maior da série da Pnad Contínua

Taxa de desemprego de 14,6% é a maior da série da Pnad Contínua
Taxa de desemprego chega a 14,6% no 3T20

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta-feira (27) os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) que apontou que a taxa de desemprego no Brasil ficou em 14,6% no terceiro trimestre deste ano.

Nesse sentido, a taxa de desemprego foi a maior da série histórica da Pnad Contínua, iniciada em 2012. Vale lembrar que no terceiro trimestre de 2019, a taxa de desocupação estava em 11,8%.

Já a população desocupada ficou em 14,092 milhões no período, de acordo com os dados da Pnad Contínua. Na comparação com o segundo trimestre, o contingente de desocupados cresceu 10,2%, com 1,302 milhão de brasileiro a mais no desemprego. Ante um ano atrás, a alta foi de 12,6%, com 1,577 milhão de desocupados a mais.

De acordo com a gerente da Pnad Contínua, Adriana Beringuy, “temos efetivamente mais pessoas procurando o trabalho. Podem ser pessoas que estavam na força de trabalho potencial”. “São pessoas que interromperam a procura com o isolamento, no segundo trimestre, e agora passam a pressionar o mercado de trabalho”, completou.

A pesquisa ainda apontou que o Brasil alcançou uma população ocupada de 82,464 milhões de trabalhadores no terceiro trimestre deste ano.

Além disso, o levantamento destacou que a renda média real do trabalhador foi de R$ 2.554 entre julho e setembro deste ano, o que equivale a uma alta de 8,3% na comparação anualizada.

Por sua vez, a massa de renda real habitual paga aos ocupados ficou em R$ 205,3 bilhões no terceiro trimestre deste ano, representando um recuo de 4,9% na comparação anualizada.

Taxa de desemprego chega a 14,4% entre junho e agosto

A taxa de desemprego no trimestre de junho a agosto ficou em 14,4%, a mais alta da série histórica iniciada em 2012. O número de desempregados atingiu 13,8 milhões, aumento de 8,5% em comparação com o trimestre de março a maio. Ao todo, são cerca de 1,1 milhão de pessoas a mais à procura de emprego em comparação com o trimestre anterior, de acordo com o IBGE.

A taxa de desemprego de 14,4% no trimestre encerrado em agosto apresenta aumento de 1,6 ponto percentual (p.p) frente ao trimestre de março a maio (12,9%) e 2,6 p.p em relação ao trimestre de junho a agosto de 2019 (11,8%).  As informações foram coletadas pela PNAD Contínua.

“Esse aumento da taxa de desemprego está relacionado ao crescimento do número de pessoas que estavam procurando trabalho. No meio do ano, havia um isolamento maior, com maiores restrições no comércio, e muitas pessoas tinham parado de procurar trabalho por causa desse contexto. Agora, a gente percebe um maior movimento no mercado de trabalho em relação ao trimestre móvel encerrado em maio”, explicou Beringuy.

Com informações do Estadão Conteúdo.

Laura Moutinho

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