Taesa (TAEE11) anda de lado no Ibovespa, observa analista. Entenda por quê

Os papéis da Taesa (TAEE11) terminaram o pregão desta sexta-feira (19) em alta de 0,28%, a R$ 35,71. A performance acumulada das ações nesta semana foi ligeiramente negativa em 0,61%.

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As units da Taesa dão continuidade à sua tendência de queda observada desde dezembro de 2023, embora tenham se recuperado parcialmente no último mês.

As ações TAEE11 derreteram 1,41% na semana anterior, em uma maré de perdas leves.

Nesta semana, as units voltam a operar no campo positivo. A cotação máxima semanal foi de R$ 36,25 na terça-feira (16), enquanto a mínima chegou a R$ 35,61, na quinta-feira (18).

A performance acumulada dos papéis em abril até agora esta se consolidando negativa em 1,73%, contradizendo a alta de março de 3,74%.

Janeiro e fevereiro, contudo, foram meses com tendências baixistas, com quedas de 2,20% e 4,04%, respectivamente.

Levando-se em conta o preço da ação na Bolsa de Valores até o encerramento de 2023, de R$ 37,72, o desempenho acumulado em 2024 é de -6,35% até agora. Ainda em queda, o valor já está em linha do observado em março.

Já as ações TAEE3, que são os papéis ordinários da companhia elétrica, tiveram leve alta de 0,25% hoje (19) recuaram 0,50% nesta semana. Enquanto isso, as ações preferenciais, negociadas com o ticker TAEE4, apresentaram alta discreta de 0,08% no pregão e baixa de 0,67% no contexto semanal.

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Analista comenta o desempenho semanal da Taesa (TAEE1)

Segundo Arlindo Souza, analista da Levante Corp, o que o mercado observa na Taesa é um papel que anda de lado, “no zero a zero”.

“O setor de infraestrutura é bem ligado à curva de juros, então vimos uma abertura nestes vértices, junto com a discussão fiscal e política de juros nos Estados Unidos, que afetam os negócios”, comenta Souza.

Além disso, o analista levanta que um fator que está influenciando o setor das elétricas há algumas semanas, mas que não afeta tanto a Taesa – os preços de energia.

“Isso afeta mais os papéis de geradoras de energia, como Eletrobras (ELET3), Engie (EGIE3) e AES Brasil (AESB3). Nas últimas semanas, o mercado viu uma queda nas negociações. Nesta semana, a energia incentivada de longo prazo subiu 1,5%, mas no mês cai 10,6%, o que pressiona as geradoras”, explica o analista.

Por fim, Souza afirma: “O desempenho da Taesa (TAEE11) especificamente é bem ‘natural’ de mercado, com o papel praticamente sem variação.”

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Camila Paim

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