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Rede D’Or (RDOR3) aumenta posição acionária na SulAmérica (SULA11)

Rede D’Or (RDOR3) aumenta posição acionária na SulAmérica (SULA11)
SulAmérica (divulgação).

A SulAmérica (SULA11) comunicou nesta quarta-feira (22) que a Rede D’Or (RDOR3) aumentou sua posição acionária na empresa.

Em comunicado, o grupo hospitalar relatou a aquisição de ações da SulAmérica, em conjunto com outros veículos de investimento de seus acionistas controladores.

No total, os investidores passam a deter 64.217.141 units da SulAmérica, representadas por 64.217.141 ações ordinárias (SULA3) e 128.434.282 ações preferenciais (SULA4).

A participação, portanto, agora equivale a aproximadamente 15,08% do capital social da SulAmérica, sendo 10,03% do total de ações ordinárias e 20,16% do total de ações preferenciais.

A Rede D’Or informou que a aquisição decorre da estratégia de investimento da empresa e acionistas controladores, “no contexto da operação de combinação de  negócios entre a Rede D’Or e a SulAmérica, objeto do fato relevante divulgado por ambas as companhias no dia 23 de fevereiro de 2022″.

O fato relevante enviado pela SulAmérica à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) destaca que o aumento acionário não altera a composição do controle ou a estrutura administrativa da empresa.

SulAmérica teve queda de 54,7% no lucro do 1T22, com aumento da sinistralidade

Em fusão com a Rede D’or (RDOR3), a seguradora SulAmérica (SULA11) anunciou lucro líquido de R$ 24,4 milhões no primeiro trimestre, queda de 54,7% na comparação com o mesmo período de 2021, influenciado pelo aumento da sinistralidade em saúde com a nova variante Ômicron e a alta de procedimentos eletivos nas clínicas e hospitais, segundo informa o balanço. A taxa de sinistralidade total do grupo subiu para 85,2%, de 80,6% há 12 meses.

Já as receitas totais da SulAmérica cresceram 5%, para R$ 5,4 bilhões. A elevação dos juros pelo Banco Central ajudou a melhorar os resultados financeiros da seguradora, que dispararam 763% no primeiro trimestre na comparação anual, para R$137,6 milhões.

Os resultados do começo de 2022 refletem um “cenário atípico”, ainda influenciado pela pandemia de covid, afirma o presidente da SulAmérica Ricardo Bottas, em comentário no balanço. O processo de fusão, diz o executivo, foi aprovado em abril pelos respectivos acionistas e, agora, submetido para aprovação pelos órgãos reguladores, após aval dos Conselhos das duas companhias.

Sobre a pandemia, Bottas disse que já se pode olhar o cenário atual a partir do segundo trimestre com mais otimismo, com os números de internações e óbitos nos níveis mais baixos da pandemia. “Consequentemente, podemos esperar uma redução dos custos relacionados à covid-19 nos próximos trimestres, o que deve contribuir positivamente para nossos resultados.”

A normalização dos sinistros, incluindo de procedimentos eletivos, que foram postergados com a pandemia, deve acontecer de maneira “gradual”, destaca o presidente da SulAmérica. Ao mesmo tempo, a nova variante Ômicron pesou negativamente nos dados do primeiro trimestre. Com a nova variante, houve aumento de custos no segmento de Saúde em relação ao quarto trimestre, mas em patamar aquém dos períodos mais agudos da pandemia, destaca a seguradora.

Nos três primeiros meses de 2022, a SulAmérica teve R$ 198 milhões em custos associados à covid, concentrados sobretudo nos meses de janeiro e fevereiro, meses de crescimento dos casos por causa da Ômicron. Desde março de 2020, os custos relacionados à pandemia no segmento somam uma estimativa de R$ 2,2 bilhões.

Cotação

SulAmérica encerrou o pregão com queda de 2,14%, a R$ 22,40. No ano, acumula perdas de 13,11%. A Rede D’Or caiu 1,16%, a R$ 29,92.

Victória Anhesini

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