Proventos

S&P 500 atinge máxima histórica, com bons resultados de balanços e sinalizações do Fed

S&P 500 atinge máxima histórica, com bons resultados de balanços e sinalizações do Fed
Foto: Karolina Grabowska, por Pexels.

Esta quinta (21) foi um ótimo dia para o S&P 500, que encerrou a sessão em seu maior nível histórico de fechamento. As principais influências do mercado foram a valorização das ações de tecnologia, a temporada de balanço das empresas nos Estados Unidos e a política monetária do Fed (banco central norte-americano).

O índice Dow Jones recuou 0,02%, aos 35.603,08 pontos, o S&P 500 teve alta de 0,30%, aos 4.549,78 pontos, e o Nasdaq avançou 0,62%, aos 15.215,70 pontos.

Entre os destaques da temporada de balanços desde o fechamento das bolsas na quarta, a Tesla (TSLA34) elevou seu lucro em 389% no terceiro trimestre, ante igual período de 2020, e sua ação avançou 3,26%. O papel da empresa subiu junto ao de outros do setor de tecnologia, como o da Netflix (NFLX34), que subiu 4,48% e divulgou resultado mais cedo nesta semana. A Microsoft (MSFX34), cujo resultado trimestral sairá na próxima semana, avançou 1,09%.

A American Airlines (AALL34) também encerrou o pregão com ganhos, de 1,90%, após balanço. A AT&T (ATTB34) também divulgou resultados nesta manhã e viu sua ação recuar 0,54%. Já a IBM (IBMB34) despencou 9,52%, puxando a baixa no Dow Jones, após relatar lucro líquido abaixo do esperado entre julho e setembro de 2021.

Ao mesmo tempo em que a temporada de balanços alimenta o apetite por risco de investidores, preocupações quanto ao atual nível de inflação nos EUA e em outras economias desenvolvidas aumentam, junto com a possibilidade de os bancos centrais elevarem suas taxas de juros antes do esperado.

Diretor do Fed, Christopher Waller disse que os próximos meses serão cruciais para decidir se a inflação nos EUA tem, ou não, caráter transitório, e definir se a entidade monetária precisará responder de forma mais agressiva ao alto nível dos preços. Ele, de qualquer forma, considera que as expectativas inflacionárias de longo prazo estão ancoradas.

Presidente da distrital de Atlanta do Fed, Raphael Bostic estima uma elevação nos juros entre o fim do terceiro trimestre e o começo do quarto trimestre de 2022. “Muita coisa vai acontecer até meados do ano que vem. Veremos se vamos precisar subir os juros mais rapidamente ou lentamente”, advertiu.

Bostic também comentou a decisão do Fed de proibir seus integrantes de comprar ações individuais no mercado, após a revelação de os ex-presidente do Fed de Dallas, Robert Kaplan, e de Boston, Eric Rosengren, negociaram ativos em meio às mudanças na política monetária dos EUA em 2020. Segundo Bostic, a decisão foi importante pois ajuda a manter a confiança da população no Fed.

Certa cautela também foi adotada por operadores diante de mais sinais preocupantes quanto a crise no setor imobiliário da China, desencadeada pela crise fiscal da incorporadora Evergrande, que nesta quinta retomou as negociações de suas ações na Bolsa de Hong Kong.

Entre indicadores, os EUA divulgaram nesta quinta queda no número semanal de pedidos por auxílio-desemprego, a 290 mil, abaixo da previsão de analistas consultados pelo The Wall Street Journal.

Cotação do S&P 500 nesta quarta (20)

S&P 500 encerrou a sessão de ontem (20) com crescimento modesto, influenciado pelos balanços trimestrais das empresas dos Estados Unidos. O mercado também ficou de olho no Livro Bege — documento que contém informações qualitativas sobre a situação da economia americana, do Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano), assim como pronunciamentos de seus dirigentes.

No fechamento de hoje, o Dow Jones subiu 0,43%, a 35.609,34 pontos, o S&P 500 avançou 0,37%, a 45.36,19, e o Nasdaq caiu 0,05%, a 15.121,68. O índice Dow Jones chegou a renovar sua máxima histórica intraday, a 35.669,69 pontos.

(Com Agência Estado)

Bruno Galvão

Compartilhe sua opinião

Receba as notícias em seu e-mail

EU QUERO