SNEL11 capta R$ 620 mi e valor de mercado vai a R$ 950 mi

A Suno Asset concluiu a quarta emissão pública de cotas do Suno Energias Limpas (SNEL11), elevando a captação a mais de R$ 620 milhões e o valor de mercado para cerca de R$ 950 milhões. O movimento reforça a tese do fundo e amplia o patrimônio sob gestão da casa para R$ 3,3 bilhões. A operação consolida o SNEL11 como veículo de referência para investidores que buscam renda isenta e exposição a geração distribuída.

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A captação combinou recursos de institucionais com a participação de vendedores de ativos que mantêm exposição pós-venda, modelo que ganhou tração em ambiente de capital mais restrito. Esse arranjo permite diversificação, gestão especializada e benefícios fiscais aos ex-proprietários, além de acelerar a formação de portfólio do fundo no fundo imobiliário SNEL11, com foco em usinas solares operacionais.

O mecanismo prevê a venda do ativo ao FII e a destinação de parte dos recursos — ou compensação de créditos — na própria oferta. Embora previsto em norma há anos, seu uso se tornou mais eficiente em operações com múltiplas partes, como pessoas físicas, empresas e holdings familiares. A estratégia do SNEL11 elimina a curva J, reduz risco operacional e garante receitas imediatas.

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Expansão anticíclica no setor de energia limpa

Segundo a gestão, os ativos em negociação estão abaixo do preço de tela do fundo, o que destrava aquisição com geração de valor sem diluição. Após a conclusão, o SNEL11 retém controle integral dos ativos, enquanto os vendedores permanecem com obrigações contratuais típicas de M&As. Em cenário de juros elevados, a abordagem anticíclica prioriza ativos operacionais com caixa recorrente e menor dependência de crédito no setor.

Para o médio prazo, uma eventual queda dos juros a partir de 2026 tende a ampliar a demanda pelas cotas, favorecendo a precificação. Essa perspectiva adiciona opcionalidade à tese, mantendo disciplina de alocação e foco em contratos resilientes na Geração Distribuída.

No campo tributário, a estrutura do FII preserva isenções de FIIs — sem PIS/Cofins, IRPJ e CSLL — elevando o retorno líquido frente a SPEs tradicionais. O regulamento garante capital pulverizado e governança robusta, evitando concentração e alinhando interesses com os mais de 60 mil cotistas.

O avanço do SNEL11 acompanha a consolidação do mercado de energia limpa, em que veículos mais líquidos e bem precificados lideram aquisições. Posicionado como consolidador natural em setor de geração distribuída, o fundo busca escala, previsibilidade de receitas e um portfólio diversificado — reforçando a proposta de rendimentos sustentáveis no setor de energia limpa.

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Redação Suno Notícias

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