IPO da Shein? Varejista solicita abertura de capital nos Estados Unidos, diz jornal

A varejista chinesa Shein solicitou nesta segunda-feira (27) a abertura de capital nos Estados Unidos de forma confidencial, segundo fontes informaram ao The Wall Street Journal. A previsão é de que ela ocorreria apenas em 2024.

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Segundo a publicação, a empresa contratou bancos como Goldman Sachs (GSGI34), JP Morgan (JPMC34) e Morgan Stanley (MSBR34) para o IPO da Shein, que tem sido objeto de especulação nos últimos meses.

O The Wall Street Journal explica, ainda, que em sua última rodada privada, a Shein obteve uma avaliação de cerca de US$ 66 bilhões e poderia buscar um valor mais alto para sua incursão em Wall Street.

Considerada uma das maiores empresas de moda do mundo, no ano fiscal de 2022, o lucro da Shein chegou a US$ 800 milhões, registrando um faturamento de US$ 23 bilhões. O principal mercado da Shein é o Estados Unidos, seguido pela Europa.

Ainda de acordo com o The Wall Street Journal, as autoridades norte-americanas pediram para investigar a cadeia de suprimentos da Shein como condição para sua abertura de capital. De acordo com o jornal, o objetivo é descobrir se ela obtém algodão da região de Xinjiang, sancionada por Washington pelo suposto uso de trabalho forçado por uigures étnicos.

Em 2023, a Shein fechou um acordo com o grupo norte-americano SPARC, dono da Forever 21 e de outras lojas de roupas, para expandir seu alcance no mercado varejista dos Estados Unidos e on-line.

Shein está entre as maiores ocupantes em metro quadrado do varejo no Brasil

O crescimento da Shein no Brasil já não é apenas no volume de vendas. Em outubro, a varejista chinesa também conquistou um destaque territorial, com um total de 135,3 mil metros quadrados alugados em no condomínio de logística GLP Guarulhos 2, na Grande São Paulo.

Com o programa Remessa Conforme, que permite a isenção de impostos em produtos importados de até US$ 50 (aproximadamente R$ 250), a expansão da loja online se concretiza com mais intensidade.

Segundo o monitoramento da Binswanger Brasil, a e-commerce agora responde por mais da metade da metragem entre as 11 transações principais do segmento de varejo, após o contrato em Guarulhos.

Ao todo, sua locação em galpões logísticos de alto padrão já somam 216 m² em Guarulhos, figurando como uma das maiores ocupantes em m² no país. À frente da Shein, estão marcas a mais tempo no mercado, como o Mercado Livre (MELI34), a Amazon (AMZO34), a Magazine Luiza (MGLU3), a controladora da Americanas (AMER3) e Submarino, B2W, e o Grupo Casas Bahia (BHIA3).

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Shein, Shopee e mais e-commerces estrangeiras aumentam demandas por galpões em Guarulhos

Apesar da liderança na metragem ocupada pela Shein, Shopee (30,5 mil m²), MoveMax (25 mil m²) e outros nomes do e-commerce também fecharam contratos no GLP Guarulhos, totalizando 66% do inventário locado na região.

Segundo a consultoria Newmark, em apuração do jornal Estado de S. Paulo, as novas áreas locadas, medidas em “absorção bruta”, representaram 492 mil m² apenas no terceiro trimestre, um valor 34,4% maior do que em relação ao trimestre anterior.

Com a alta da demanda por espaços de logística e armazenamento dos produtos, o preço do metro quadrado registrou uma alta de 3% a R$ 24,72. O valor é uma alta de 14% sobre o terceiro trimestre de 2022.

Além disso, segundo a pesquisa, mais da metade das transações do terceiro trimestre deste ano foram para empresas de e-commerce como a Shein e Shopee, seguia pelas de logística e transporte, respectivamente.

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Giovanni Porfírio Jacomino

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