Secretária do Tesouro diz acreditar em inflação cedendo ao longo do tempo nos EUA

Secretária do Tesouro diz acreditar em inflação cedendo ao longo do tempo nos EUA
Dados da inflação nos Estados Unidos anima mercados. Foto: Pixabay

A secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, afirmou nesta quarta-feira (16) que acredita que, após a alta recente, a inflação no país começará a ceder ao longo do tempo. “Por todas as métricas, as expectativas de inflação estão bem ancoradas”, ressaltou, durante audiência no Senado norte-americano.

Yellen reiterou que muitos setores estão normalizando os preços após a crise provocada pelo coronavírus, o que impulsiona a trajetória inflacionária.

Na visão dela, gargalos na cadeia produtiva também contribuem para o movimento. A secretária argumentou que esses fatores “transitórios” devem arrefecer.

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A secretária do Tesouro dos Estados Unidos garantiu que o governo “monitora cuidadosamente” e “leva muito a sério” a ameaça da escalada inflacionária no país. “O atual aumento da inflação reflete as dificuldades de reabrir uma economia que ficou paralisada”, disse.

Entre os desafios, Yellen citou justamente os citados gargalos na cadeia produtiva, como a falta de componentes importantes para a indústria.

Segundo ela, a gestão do presidente dos EUA, Joe Biden, está tomando ações para lidar com a questão, mas a secretária não detalhou as medidas.

Inflação nos Estados Unidos chega a 5% em 12 meses, maior desde 2008

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos atingiu 0,6% em maio em comparação a abril, segundo informações do Departamento do Trabalho da última semana. A inflação acumula 5% na base anual, a maior desde 2008, quando o país passava pela crise do subprime.

A expectativa era de alta de 0,4% na comparação com abril e de 4,7% frente maio de 2020, segundo dados compilados pela Refinitiv. O núcleo do indicador da inflação, que exclui os voláteis preços de alimentos e energia, avançou 0,7% na comparação mensal de maio, também superando a mediana das projeções, de acréscimo de 0,5%.

A alta nos preços reflete a sólida demanda dos consumidores, impulsionada pela ampla vacinação contra o novo coronavírus (Covid-19), reabertura comercial, trilhões de dólares nas medidas de alívio à pandemia e ampla economia doméstica.

O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos cresceu 6,4% a uma taxa anual ajustada sazonalmente no primeiro trimestre. Segundo o The Wall Street Journal, a economia crescerá a uma taxa anual de 8,1% no segundo trimestre. Caso aconteça, esse será o melhor início de ano desde 1980.

Com informações do Estadão Conteúdo

Rafaela La Regina

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