Com seca, indústria no Amazonas tem recuo na sua atividade econômica

A seca na região Norte do País vem afetando a indústria local, sobretudo a do Amazonas, mais dependente do fluxo logístico dos rios, muitos dos quais sem condições de navegação no momento.

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Não por acaso, a indústria do Amazonas viu sua produção cair 2,6% em outubro ante setembro e recuar outros 5,7% na comparação com outubro de 2022, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“A seca impõe custos adicionais de logística de transporte para as empresas. Uma das mais afetadas foi a de equipamentos de informática, bastante influente na indústria local”, disse Bernardo Almeida, gerente da pesquisa.

Ele se referia, sobretudo, à produção de eletrônicos na Zona Franca de Manaus. Além da seca, a taxa de juros ainda alta segue como outro limitador, com efeito sobre o parque de todo o País.

“A seca gerou, inclusive, um movimento de férias coletivas para acomodar o arrefecimento da produção e não gerar custos adicionais sobre a cadeia produtiva”, completou.

Ele lembra que a seca prejudica não só o escoamento de produtos, mas, também, a chegada de insumos.

Segundo o pesquisador, a indústria do Pará também é afetada pela seca, mas em proporção bem menor. A produção industrial paraense ainda conseguiu crescer 0,1% em outubro ante setembro, e 8% na comparação com outubro de 2022.

O impacto menor da seca na indústria paraense está ligado ao peso da área extrativa, que tem escoamento relativamente mais fácil. Diferentemente do Amazonas, no Estado o setor extrativo responde por 84,7% da produção total.

Com Estadão Conteúdo

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Eduardo Vargas

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