Lucro do TVRI11 dispara 41,9% em julho, puxado por vendas de agências
O fundo imobiliário apurou resultado de R$ 21,894 milhões em julho, alta de 41,9% frente a junho. O avanço foi impulsionado por receitas não recorrentes de R$ 7,115 milhões. As despesas totalizaram R$ 1,323 milhão no período.
O rendimento distribuído no mês foi de R$ 1,05 por cota. O resultado somou R$ 1,38 por cota, dos quais R$ 0,93 tiveram origem recorrente e R$ 0,45 vieram de ganhos extraordinários. Esses ganhos se referem a parcelas das vendas das agências Juiz de Fora e Tijuca e ao recebimento de quatro parcelas em atraso da agência Brás.
Após a distribuição, o fundo encerrou julho com saldo acumulado não distribuído de R$ 0,82 por cota. Considerando a cotação de fechamento de R$ 92,51, os proventos representam um dividend yield mensal de 1,14%, ou 13,62% anualizado, ante média de 13,08% nos últimos 12 meses.
Os proventos são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, observadas as condições previstas na legislação tributária. O patrimônio líquido fechou o mês em R$ 1,60 bilhão, com cota patrimonial de R$ 100,43. O valor de mercado foi de R$ 1,47 bilhão, o que resultou em P/VP em 0,92x.
Carteira, vacância e locações do fundo
O fundo registrou volume médio diário negociado de R$ 0,68 milhão, somando 12.590 negócios no mês. A base de investidores alcançou 58.307 cotistas, com 15.919.690 cotas emitidas.
No balanço, o FII detinha R$ 1,52 bilhão em imóveis, R$ 73,7 milhões a receber de vendas imobiliárias e R$ 6,1 milhões a pagar por aquisições. Havia ainda R$ 58,6 milhões em instrumentos de caixa e R$ 24,9 milhões em dívida relativa a um CRI adquirido indiretamente via FII Bluerock.
A carteira reúne 57 imóveis em 14 estados, totalizando 284.928 metros quadrados de ABL, com aluguel médio de R$ 59,5 por metro quadrado. Por tipologia, a composição é de lajes corporativas e renda urbana combinadas (53%), renda urbana (33%) e lajes corporativas (14%).
Por região, as maiores exposições concentram-se em São Paulo (40,7%), Minas Gerais (14,8%), Distrito Federal (13,5%), Rio de Janeiro (6,5%), Rio Grande do Sul (4,5%) e Paraná (4,3%). A ocupação terminou o mês em 93%, com vacância física e financeira de 7,0%, reflexo da devolução antecipada da Agência Tamoios.
Nesse caso, o locatário permanecerá responsável por despesas e aluguéis até o término do aviso prévio, em 30 de outubro de 2026. No campo comercial, houve três renovações antecipadas com o Banco do Brasil por 120 meses a partir de agosto de 2026, nas agências São José dos Campos, Sorocaba Centro e Bonfim, que respondem por 3,33% da receita vigente.
O fundo também concluiu a locação da área remanescente do imóvel Ipiranga, desocupada desde 2022. O contrato firmado tem prazo de 60 meses