Com yield de 13,4%, RBRY11 mantém distribuição e eleva reserva; entenda
Os rendimentos do RBRY11 em junho foram sustentados por resultado distribuível de R$ 13,463 milhões, com leve recuo em relação a maio. As receitas somaram R$ 14,370 milhões no mês, enquanto as despesas ficaram em R$ 1,328 milhão.
Por cota, o resultado distribuível atingiu R$ 1,05. Seguindo a política de linearização, a distribuição foi mantida em R$ 1,00 por cota, elevando a reserva de lucro para R$ 0,39 por cota. A gestão confirmou que esse é o guidance de distribuição até o fim do ano. A média dos rendimentos dos últimos 12 meses foi de R$ 1,14 por cota.
O yield anualizado de junho foi de 13,4% sobre a cota de fechamento e de 11,9% sobre a cota patrimonial. Os proventos seguem isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas nas condições previstas na legislação.
Rendimentos do RBRY11 e giro de carteira em junho
O mês teve movimentação intensa no crédito. Houve nova alocação de R$ 16,9 milhões no CRI Dall, a CDI + 4,5% ao ano, além do reforço de posições já existentes.
Entre os aumentos, o CRI MOS Jardins e Pinheiros II recebeu R$ 5,1 milhões, o CRI Pernambuco My Beach ganhou R$ 4,2 milhões, o CRI Pulverizado MK CDI teve acréscimo de R$ 3,3 milhões, o CRI Bild subiu R$ 3,4 milhões e o CRI Global Realty Itacema avançou R$ 2,5 milhões.
Na direção oposta, houve redução de R$ 30 milhões na exposição ao CRI XPLG AAA CDI Série II. O fundo também recebeu o resgate antecipado do CRI Lux Vila Nova Conceição, no montante de R$ 10 milhões.
Carteira e reclassificação de segmentos do fundo
A gestão revisou a apresentação do portfólio ao reclassificar os segmentos dos CRIs para refletir melhor o perfil de risco de cada operação. A principal mudança ocorreu no residencial, agora dividido entre financiamento à construção, que cobre a fase de obras, e estoque, que reúne empreendimentos já concluídos.
Ao fim de junho, 95,9% do patrimônio líquido estava alocado, dos quais 90,8% em CRIs e operações estruturadas. A rentabilidade média ponderada foi de 17,6% ao ano, ou CDI + 3,2% ao ano, com prazo médio de 1,8 ano e spread médio de 3,2% ao ano. A carteira reúne 51 CRIs e uma operação estruturada.
Por indexador, o CDI representa 85% da carteira, seguido por IPCA (14,8%) e IGP-M (0,2%). Por segmento, o financiamento à construção concentra 77,1%, à frente do pulverizado (10,4%), do logístico (8,6%), do estoque (1,7%), do home equity (1,7%), do escritório (0,5%) e do loteamento (0,1%). Em termos geográficos, São Paulo responde por 73,5% da exposição em CRIs.
O fundo mantém ainda oito FIIs, que somam 5,1% do patrimônio, com destaque para o RBRR11, que ocupa 2,3% do PL. Em linha com a estratégia de reduzir a exposição a FIIs, a gestão cortou posições: houve diminuição de R$ 1,9 milhão no PCIP11 e de R$ 6,9 milhões no fundo destacado acima, gerando prejuízo consolidado de R$ 0,02 por cota.