RBRX11 mantém R$ 0,09 por cota e reforça foco em crédito
O RBRX11 anunciou a distribuição de R$ 0,09 por cota, com data-base em 15 de janeiro de 2026 e pagamento em 23 de janeiro. Considerando a cota a R$ 8,35 no fechamento, o valor representa um dividend yield mensal de aproximadamente 1,08%. Para os cotistas pessoas físicas, os rendimentos seguem isentos de Imposto de Renda, conforme a legislação vigente para fundos imobiliários.
Em novembro, o RBRX11 apurou resultado de R$ 12,9 milhões e confirmou a mesma distribuição de R$ 0,09 por cota, equivalente a um dividend yield anualizado de 14,7% com base no preço de fim de mês. Naquele período, os proventos foram pagos em 22 de dezembro, com data-base em 12 de dezembro, e o fundo encerrou com reserva de lucros de R$ 0,003 por cota.
A gestão vem ajustando a carteira com redução progressiva da exposição em FIIs listados, destacando a diminuição da posição em TEPP11. O movimento decorre da consolidação do antigo RBRF11 no RBRX11 e da realização de ganhos, com reforço da parcela de crédito, considerada prioritária no momento do ciclo.
No crédito, o foco permanece em operações com garantias robustas e remuneração atrelada ao CDI, buscando elevar o dividendo recorrente e aprimorar a relação risco-retorno. Em novembro, foram alocados R$ 20 milhões no CRI Embraed Alaia, projeto de alto padrão em Balneário Camboriú, a CDI + 4,0% ao ano e estrutura de garantias como alienação fiduciária, cessão de recebíveis, aval e covenants, incluindo LTV de 65%. Em dezembro, avançou a alocação de cerca de R$ 130 milhões em CRI High Grade, a CDI + 1,6%, relacionado a um FII logístico relevante.
Na frente de operações estruturadas, o fundo evoluiu na venda de uma unidade do Kalea Jardins, ativo de alto padrão no qual o RBRX11 detém cinco unidades. A transação, em fase final, deve gerar ganho de capital expressivo e está alinhada à tese de “curva J”, que combina desembolso inicial e retorno superior ao de CRIs após a maturação.
Com esse reposicionamento, o fundo reforça a geração de proventos mensais, sustentando o FFO recorrente. A administração indica manter o dividendo em R$ 0,09 por cota até dezembro de 2025, conforme diretrizes divulgadas na consolidação entre RBRF e RBRX.