PVBI11 já revelou quanto vai pagar de dividendos em julho; saiba o valor
O fundo imobiliário PVBI11 vai distribuir R$ 0,40 por cota referentes à competência de junho de 2026, repetindo o patamar observado desde abril. A data de pagamento está marcada para 7 de julho de 2026, enquanto a data-base é 30 de junho de 2026, prazo-limite para o investidor constar na base de cotistas e participar do repasse.
Com base no fechamento de junho, de R$ 73,20, o valor indica um dividend yield mensal aproximado de 0,55%. Por se tratar de um fundo imobiliário, os rendimentos do PVBI11 são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas que atendam às exigências da legislação vigente.
O patamar do provento encontra suporte no desempenho de maio, ainda que com pressão de fatores pontuais. No mês, a receita total chegou a R$ 0,52 por cota e o resultado distribuível somou R$ 0,36 por cota. Dois efeitos não recorrentes, de R$ 0,02 por cota cada, impactaram o período: comissões de novas locações e despesas imobiliárias de competências anteriores.
O provento anterior, igualmente de R$ 0,40 por cota, foi pago em 8 de junho, e a gestão indica intenção de manter esse nível até o fim do semestre. A reserva acumulada encerrou o período em R$ 0,19 por cota, enquanto a média dos últimos 12 meses foi de R$ 0,45 por cota.
Vacância e carteira do PVBI11
A ocupação exige atenção nos próximos meses. Em abril, a entrada de Aguassanta e CSL no ativo VOC reduziu a vacância física de 18,5% para 17,1% e a vacância financeira de 19,9% para 18,9%. A perspectiva, porém, é de reversão desse movimento.
Com a saída já anunciada do Banco ABC no ativo CJ, entre outras mudanças, a projeção é de que a vacância alcance 24,9% a partir de julho de 2026. No mês, reajustes em 25.092 metros quadrados de ABL adicionaram R$ 0,02 por cota à receita recorrente. Em 31 de maio, o fundo não apresentava alavancagem, obrigação por aquisição de imóveis nem endividamento.
A carteira está integralmente localizada em São Paulo, distribuída por sete ativos que somam mais de 83 mil metros quadrados de ABL. Considerando os 49,5% do FL 4440 detidos via FII, os imóveis representam 97% do patrimônio líquido, enquanto posições táticas em outros fundos ficam em cerca de 1,0%. Quanto ao padrão construtivo, 80% da carteira é classe AAA e 20% classe AA.
Receita, inquilinos e desempenho do PVBI11
Entre os imóveis, o FL 4440 lidera com 33,4% do valor patrimonial e 24,1% da receita contratada. O Park Tower tem maior peso na receita, com 28,2%, e 18,6% do valor patrimonial. O ativo CJ responde por 11,5% e 13,7%, respectivamente. Completam o portfólio Vera Cruz, The One, VOC e Union FL.
A composição da receita é concentrada em instituição financeira (35%) e saúde (31%), além de participações de gestora de recursos (7%), energia (4%) e indústria (3%). Entre os principais inquilinos estão Prevent Senior (28%), Banco ABC (9%), Brasil Warrant (8%) e UBS (8%).
Os contratos são todos típicos, com reajuste atrelado a IPCA (71%), IGP-M (25%) e IPC-FIPE (4%). No mercado secundário, a cota recuou 2,0% em maio e acumula -7,1% em 2026, com 13,3% desde o início, equivalentes a 2,2% ao ano. O desempenho fica abaixo do IFIX (42,4% e 6,3% ao ano) e do CDI bruto (79,1% e 10,6% ao ano) no mesmo intervalo.