Poupança tem saída líquida de R$ 3,52 bi em março, com recorde de saques

Poupança tem saída líquida de R$ 3,52 bi em março, com recorde de saques
Poupança. Foto: Pixabay

O Banco Central (BC) informou nesta quarta-feira (7) que a saída líquida da caderneta de poupança somou R$ 3,524 bilhões em março deste ano. O mês passado foi o terceiro mês seguido de saques líquidos após dez meses consecutivos de captações.

No terceiro mês do ano, os brasileiros retiraram R$ 321,174 bilhões da poupança e depositaram R$ 317,6 bilhões. O volume de saques foi o maior da série histórica iniciada em 1995, enquanto o volume de depósitos foi o segundo maior da história.

Já no acumulado deste ano, os saques líquidos da caderneta de poupança somam R$ 27,542 bilhões.

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O resultado do mês passado vem após os saques recordes de R$ 18,154 bilhões em janeiro, a maior retirada da história para qualquer mês.

Por outro lado, em 2020 a caderneta bateu recorde de captações, quando os brasileiros depositaram R$ 166,310 bilhões líquidos, o maior valor líquido já registrado na série histórica da autoridade monetária, iniciada em 1995. O resultado foi influenciado pelo pagamento do auxílio emergencial, através da poupança-digital.

Poupança tem saque líquido de R$ 5,8 bilhões em fevereiro

Os saques líquidos da caderneta de popança somaram R$ 5,832 bilhões em fevereiro, superando as novas captações, de acordo com dados divulgados pela autoridade monetária central.

Os brasileiros retiraram R$ 245,656 bilhões brutos da poupança em fevereiro e depositaram R$ 239,824 bilhões. Nesse sentido, com o rendimento de R$ 1,540 bilhão no mês, o saldo total da caderneta somou R$ 1,014 trilhão no mês mais curto do ano.

Além disso, os dados apontaram para o maior volume de retiradas para meses de fevereiro desde 2016.

No primeiro bimestre deste ano é possível destacar uma retirada líquida de R$ 23,986 bilhões, ao passo que os depósitos totais somaram R$ 484,732 bilhões e os saques alcançaram R$ 508,719 bilhões.

O movimento da poupança no período pode ser explicado pelo gasto mais elevado das famílias no começo do ano com o pagamento de impostos e matrículas escolares, e pelo fim do pagamento do auxílio emergencial, apelidado de coronavoucher.

Laura Moutinho

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