Petrobras (PETR4): XP eleva preço-alvo após prévia operacional do 4T25
A XP elevou nesta quinta-feira (12) o preço-alvo para as ações da Petrobras (PETR4). A casa enxerga um potencial de 23% em relação à cotação atual dos ativos.
Em relatório publicado após a divulgação dos dados de produção do quarto trimestre de 2025 da petrolífera, a XP manteve a recomendação de compra para as ações da Petrobras. O novo preço-alvo para os papéis preferenciais, negociados sob o ticker PETR4, é de R$ 47. Já para os ADRs (American Depositary Receipt) da companhia, listados nos Estados Unidos, o valor é de US$ 17,4.
A nova recomendação considera não somente os dados de produção divulgados na noite de ontem (11), mas também o atual contexto de mercado em que a Petrobras está inserida.
Por que a XP elevou o preço-alvo de PETR4?
A XP elevou o preço-alvo da Petrobras (PETR4) após revisar as premissas de valuation em meio a um cenário mais favorável para o mercado brasileiro. O relatório, assinado pelo analista Regis Cardoso, destaca que os papéis da Petrobras acumulam alta acima de 24% no ano. No entanto, para o analista, a alta parece não estar relacionada especificamente com a empresa, mas sim ao momento de mercado.
“O influxo de capital estrangeiro ajudou a elevar os preços tanto nos mercados emergentes em geral quanto no Brasil, e na Petrobras em particular. Além disso, os preços do Brent se recuperaram das baixas de US$ 60/bbl no início do ano para cerca de US$ 70/bbl no momento da redação deste relatório. Isso também ajuda a impulsionar o sentimento positivo em relação às empresas petrolíferas e aumenta o potencial de revisão dos lucros no curto prazo”, diz o relatório.
O principal fator técnico para a revisão, porém, foi a redução do prêmio de risco utilizado no modelo. A XP passou a trabalhar com uma taxa de desconto menor, o que eleva o valor presente dos fluxos de caixa e, consequentemente, o preço-alvo. Na prática, isso significa que o mercado estaria exigindo um retorno menor para investir na estatal.
A casa também avalia que a Petrobras segue com “momentum” positivo e valuation ainda atrativo, especialmente considerando um cenário de Brent ao redor de US$ 65 por barril em 2026. Esse contexto melhora a percepção sobre geração de caixa e dividendos, ainda que em patamar inferior aos picos recentes.
No campo dos dividendos, a XP projeta a distribuição de cerca de US$ 1,6 bilhão no trimestre, o que representa um retorno mais modesto na comparação com os níveis extraordinários vistos nos últimos anos. A estimativa reflete um fluxo de caixa mais pressionado, diante de investimentos elevados e pagamentos pontuais no período. Ainda assim, a casa entende que a Petrobras (PETR4) mantém capacidade de remunerar acionistas de forma atrativa.