Petrobras (PETR4) e PRIO (PRIO3) vão pagar mais dividendos? Veja impactos da alta do petróleo

O avanço da cotação do petróleo, em meio à intensificação dos conflitos no Oriente Médio, pode trazer dividendos atrativos para os investidores das petrolíferas brasileiras, como PRIO (PRIO3) e Petrobras (PETR4). Em um relatório divulgado nesta terça-feira (17), o Itaú BBA destacou que as companhias do setor podem ter um cenário mais positivo de distribuição de proventos dentro deste contexto.

Desde o início dos conflitos no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, a cotação do petróleo tem disparado, impulsionada por incertezas no Estreito de Ormuz. A região é responsável por boa parte do transporte global. Nesta terça-feira, o petróleo Brent para maio está operando acima de US$ 103.

Em meio a este cenário, o banco avaliou diferentes cenários de preço do petróleo para estimar a capacidade de pagamento de dividendos das petroleiras brasileiras em 2026. A análise considera preços do Brent entre US$ 60 e US$ 90 por barril e aponta que, mesmo em cenários mais conservadores, as companhias do setor podem oferecer retornos relevantes aos acionistas.

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“Com os preços do petróleo se estabilizando acima de US$ 100 por barril nos últimos dias e ainda com visibilidade limitada sobre qual deve ser o preço médio do ano, exploramos a capacidade potencial de dividendos de cada produtor sob nossa cobertura sob diferentes cenários de Brent”, dizem os analistas.

Petrobras oferece maior previsibilidade de dividendos

Na visão do Itaú BBA, a Petrobras (PETR4) tende a oferecer maior previsibilidade para os investidores quando o assunto é distribuição de proventos. Isso ocorre porque a estatal apresenta maior resiliência em cenários de petróleo mais barato, mantendo geração de caixa relevante mesmo com preços menores da commodity.

De acordo com o relatório, a companhia poderia entregar um dividend yield de cerca de 8% mesmo se o Brent cair para US$ 60 por barril. Em cenários de preços mais elevados, o retorno pode superar 10%, dependendo também de fatores como ajustes nos preços dos combustíveis no mercado doméstico.

“A Petrobras oferece maior resiliência em ambientes de preços mais baixos do petróleo”, afirmam os analistas. O BBA ainda destaca que existe espaço para pagamentos adicionais ao longo do próximo ano. “A companhia também apresenta opcionalidade adicional para dividendos extraordinários no quarto trimestre de 2026, impulsionados por excesso de geração de caixa”, completam.

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PRIO3 pode liderar potencial de retorno aos acionistas

Se a Petrobras se destaca pela previsibilidade, o Itaú BBA vê a PRIO (PRIO3) como a petroleira com maior potencial de retorno aos acionistas no cenário de petróleo mais caro.

Segundo o relatório, caso o Brent se mantenha acima de US$ 75 por barril ao longo do ano, a empresa pode apresentar dividend yields significativamente superiores aos de seus pares. Em alguns cenários, o retorno total aos acionistas, considerando dividendos e recompra de ações, pode ficar entre 11% e 29% em 2026.

“Atualmente vemos a PRIO oferecendo o maior potencial de dividendos dentro do universo sob cobertura caso os preços do petróleo permaneçam acima de US$ 75 por barril em média ao longo do ano”, destacam os analistas.

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Nos cenários mais agressivos, que consideram a distribuição de capital até o limite de alavancagem da companhia, o dividend yield poderia até mesmo superar 30%, dependendo do preço da commodity.

PetroRecôncavo também pode se beneficiar do petróleo mais caro

Outra companhia analisada pelo banco foi a PetroRecôncavo (RECV3), que também pode se beneficiar de um cenário mais favorável para o petróleo.

No caso da empresa, o Itaú BBA considera a distribuição de 100% do fluxo de caixa livre para o acionista (FCFE) como dividendos. Nesse contexto, o dividend yield estimado poderia variar de 4% a mais de 15%, dependendo do nível do Brent.

Com o petróleo em torno de US$ 75 por barril, por exemplo, o retorno estimado poderia se aproximar de 10%, aumentando gradualmente caso a commodity continue avançando no mercado internacional.

Giovanna Oliveira

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