Petrobras (PETR4) fará cessão de 5% para CNOOC no Campo de Búzios, ficando com 85% do campo

Petrobras (PETR4) fará cessão de 5% para CNOOC no Campo de Búzios, ficando com 85% do campo
Negociações da Petrobras ainda devem passar pelo crivo da ANP, Cade e MME - Foto: Divulgação/Petrobras

A Petrobras (PETR4) assinou um contrato com a CNOOC Petroleum Brasil para a cessão de 5% da sua participação na partilha de produção de volume excedente da cessão onerosa para o campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos.

Segundo o comunicado da Petrobras, a CNOOC receberá US$ 2,12 bilhões, calculado com data base de 1º de setembro do ano passado e com a cotação do dólar a R$ 5,07.

Esse montante é referente à compensação e ao reembolso do bônus de assinatura da participação adicional da CPBL e que o valor está sujeito a ajustes até o fim da operação.

“O valor, relativo à parcela da CPBL, a ser recebido à vista pela Petrobras no fechamento da operação será de US$ 2,12 bilhões e foi calculado com a data base de 01/09/2021 e com o câmbio de R$ 5,07/US$. Esse montante é referente à compensação e ao reembolso do bônus de assinatura da participação adicional da CPBL. O valor acima ainda estará sujeito a ajustes usuais nesse tipo de contrato entre a data base e a data de fechamento”, diz o documento arquivado pela estatal na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Vale frisar que a transação está sujeita às aprovações do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e também do Ministério de Minas e Energia (MME).

Após o fim do negócio, a estatal brasileira terá participação de 85%, enquanto a CPBL irá deter 10% e a CNODC Brasil (controlada pela CNOOC) terá uma fatia de 5%.

Petrobras tem defasagem no preço da gasolina

A defasagem entre os preços cobrados pela Petrobras e os das principais bolsas de negociação do mundo chegou a 24%, para a gasolina, e 27%, para o óleo diesel, segundo cálculo do consultor em Gerenciamento de Risco da consultoria Stonex, Pedro Shinzato.

De acordo com os dados de Shinzato, a Petrobras quer evitar que a alta corroa seu caixa, e portanto tenta recorrer aos estoques que foram comprados dois meses atrás, por valores menores.

Mas o risco é de que a reserva acabe e o abastecimento interno seja afetado. A direção da empresa está discutindo a situação atualmente.

Caso a companhia decida repassar integralmente a alta do petróleo para os seus clientes, o preço do litro da gasolina nos postos pode subir de R$ 6,56 para R$ 7,15 e o do óleo diesel, de R$ 5,65 para R$ 6,64.

As altas nas bombas seriam de 9% e 17%, respectivamente, pelas contas de Shinzato. Destes números, algumas desconsiderações foram feitas, como o possível valor de impostos.

Desempenho de PETR4

Com a alta do petróleo, as ações da Petrobras sobem 6,4% nos últimos 30 dias, cotadas a atuais R$ 34,23.

Desde o primeiro pregão de 2022, os papéis da estatal já valorizaram 17,6%. A Petrobras teve recordes nos seus resultados financeiros em 2021, com dividendos historicamente altos e 52% de alta nas ações preferenciais nos últimos 12 meses.

Eduardo Vargas

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