Petrolíferas recuam com tensões na Venezuela; PETR4 e PRIO3 caem

As petrolíferas brasileiras iniciaram as negociações desta segunda-feira (5) em queda, em meio às tensões geopolíticas envolvendo a Venezuela. Por volta das 11h, as ações da Petrobras (PETR4) caem 1,11%, a R$ 30,37, enquanto os papéis da Prio (PRIO3) recuam 1,84%, a R$ 40,99, e PetroRecôncavo (RECV3) perde 0,27%, a R$ 10,97.

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Os investidores seguem analisando os impactos da operação militar, com foco na prisão de Nicolás Maduro, para a produção de petróleo global. Isso porque o país sul-americano possui as maiores reservas comprovadas de petróleo bruto do mundo, que correspondem a cerca de 17% do total global.

Apesar deste cenário, a Venezuela é responsável atualmente pela produção de menos de 1 milhão de barris por dia, em meio à problemas de infraestrutura e de sanções norte-americanas. 

Como as tensões na Venezuela devem impactar o petróleo?

Embora a operação realizada na Venezuela tenha motivações voltadas ao combate ao narcotráfico e ao governo ditatorial de Maduro, conforme dito por autoridades norte-americanas, o presidente estadunidense Donald Trump já demonstrou interesse em explorar o petróleo do país. 

“Nós construímos a indústria petrolífera da Venezuela com talento, empenho e habilidade americanos, e o regime socialista a roubou de nós”, disse Trump.

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Em relatório, o banco suíço UBS destacou que os próximos passos das companhias norte-americanas em relação ao petróleo venezuelano ainda não são claros. No entanto, segundo a casa, a commodity venezuelana pode estar sendo tratada como um ativo estratégico importante para o país. 

“Ainda não está claro se as empresas petrolíferas americanas verão a Venezuela como uma oportunidade de investimento atraente, dada a história de instabilidade política do país, o arcabouço jurídico incerto para o setor e o grande volume de capital necessário para recuperar a infraestrutura envelhecida do setor e transformar suas reservas de petróleo pesado em combustíveis mais leves e rentáveis”, diz o relatório.

Por outro lado, a instituição financeira ressalta os impasses jurídicos e controversos. Afinal, não há base no direito internacional para que os Estados Unidos reivindiquem as reservas de petróleo venezuelanas. 

“A afirmação de Trump de que os Estados Unidos têm o direito de recuperar os investimentos em infraestrutura de petróleo que foram tomados pelo governo venezuelano também levanta a questão de até onde essas reivindicações retrocedem no tempo”, diz o UBS.

As tensões devem continuar refletindo, ao longo das próximas semanas, na cotação da commodity no mercado internacional e, consequentemente, nos papéis das petrolíferas brasileiras, como a Petrobras (PETR4).

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Giovanna Oliveira

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