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Oi (OIBR3): BTG explica como a venda de ativos por R$ 1,7 bi ajudará plano estratégico

Oi (OIBR3): BTG explica como a venda de ativos por R$ 1,7 bi ajudará plano estratégico
Oi (OIBR3). Foto: Divulgação

A Oi (OIBR3) divulgou na manhã de segunda-feira (1º) que recebeu uma proposta no valor de R$ 1,697 bilhão por parte de uma afiliada da Highline para compra de 8 mil sites de infraestrutura de telecomunicações da operação fixa, sendo o total de R$ 1,1 bilhão a ser recebido na data de fechamento da transação e R$ 600 milhões até 2026.

Os analistas do BTG Pactual (BPAC11) lembraram, em relatório, que o modelo que seria utilizado no negócio seria de “sale-leaseback”, ou seja: a Oi, a partir do momento da venda, arrendará de volta esses sites da Highline para fornecer seus serviços de linha fixa.

Porém, a empresa não deu muitas informações sobre as condições de pagamento dos R$ 600 milhões a serem recebidos em 2026.

“Acreditamos que isso esteja relacionado ao fim da concessão”, afirma o relatório do BTG. “Como esses ativos referem-se à operação de telefonia fixa (STFC), para a qual a Oi tem uma concessão que vai até 2025, a segunda parcela provavelmente está relacionada às métricas de receita que a Highline receberá após o término da concessão.”

Se a aquisição for fechada, os sites de operação fixa serão vendidos juntos com todos seus ativos, contratos, direitos, obrigações, licenças e demais equipamentos necessários para a sua operação.

Por isso, é preciso avaliar que, devido a aquisição ser de um ativo vinculado à concessão, o processo de venda não é tão simples. “Além da aprovação do Cade, a Oi também precisará provar à Anatel que a venda desses sites não terá efeito na continuidade dos serviços de concessão, uma vez que a operação do STFC pode utilizar torres em alguns casos, transmitindo as informações via rádio”, afirma o BTG.

“A proposta vinculante prevê que a conclusão da operação está condicionada, entre outras condições precedentes usuais a este tipo de transação, às aprovações regulatórias aplicáveis, incluindo Anatel e Cade”, esclarece a Oi, em seu fato relevante.

No documento, a Oi destaca que a proposta feita está em linha com o Plano Estratégico da empresa, que visa a saída da tele do status de recuperação judicial.

“Obviamente, esta é uma ótima notícia para a empresa e não era esperada pelo mercado”, ressaltam os analistas, justamente por se tratar de um ativo sobre concessão, o que não teria como a Oi dar alguma expectativa ao mercado.

O principal objetivo da Oi é atender necessidades de caixa até 2025, quando a companhia vai pagar os títulos de dívida. A venda deve ajudar a alcançar essa meta, mesmo com possível aumento de despesas de aluguel.

“Nós não temos visibilidade de quanto a Oi vai gastar com locação devido ao novo contrato”, afirma o BTG, por fim, ao destacar que a situação ainda será avaliada pelo banco de investimentos e terão um modelo revisado nas próximas semanas.

O BTG Pactual espera que a venda da Oi será fechada até o final de 2022.

Victória Anhesini

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