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Nvidia (NVDC34) ganha R$ 1,1 trilhão em valor de mercado um dia após divulgar resultados do 1T24

NVIDIA (NVDA) impressiona com suas previsões de crescimento em 2025. Foto Divulgação

NVIDIA (NVDA) impressiona com suas previsões de crescimento em 2025. Foto Divulgação

A Nvidia (NVDC34), gigante dos chips de inteligência artificial (IA), ganhou US$ 220 bilhões (cerca de R$ 1,1 trilhão) nesta quinta, 23, um dia após a companhia divulgar seu balanço do primeiro trimestre de 2024. Na quarta, antes da divulgação do documento, a companhia valia US$ 2,35 trilhões, e viu seu valor saltar para US$ 2,55 trilhões após o fechamento do mercado, o que a coloca como terceira mais valiosa da Bolsa americana, atrás apenas de Apple (AAPL34) e Microsoft (MSFT34).

Nesta semana, a Nvidia divulgou que teve receita de US$ 26 bilhões, quase triplicando os US$ 7,19 bilhões no ano anterior. Já o lucro líquido da Nvidia saltou cerca de 7 vezes em relação ao ano anterior, de US$ 2,04 bilhões para US$ 14,88 bilhões.

Hoje, as ações da Nvidia subiram 9,3% e alcançaram um patamar inédito para a marca. “A Nvidia domina o mercado de treinamento de IA, em que a demanda por GPUs de alto desempenho é muito alta. Além disso, a empresa está investindo em novas tecnologias, como a CPU Grace Hopper e as GPUs Blackwell, que devem manter sua liderança no mercado”, afirma Matheus Popst, sócio da Arbor Capital.

Como Nvidia ganha dinheiro?

Fundada há mais de 30 anos, a companhia do CEO Jensen Huang antecipou em algumas décadas o boom atual da tecnologia – quase sem querer. Criada em 1993, a Nvidia passou a desenvolver em 1999 chips de processamento de vídeo (ou GPUs) para computadores e videogames. Essa tecnologia tornou-se essencial para processar vídeos pesados na indústria de games (abastecendo consoles como Xbox e PlayStation) e indispensável em supercomputadores – que podem ser usados em sistemas de nuvem ou de mineração de criptomoedas, duas áreas em que a Nvidia tornou-se a favorita há anos.

Para qualquer inteligência artificial funcionar, é necessária uma quantia enorme de dados. Estes, por sua vez, exigem uma infraestrutura de computadores de ponta para processar informações. É aí que entram as GPUs: criados para acelerar o processamento gráfico de forma paralela às CPUs (unidades de processamento central, que executam tarefas sequencialmente e com mais consumo de energia), esses chips evoluíram para abastecer as máquinas por onde rodam as redes neurais que turbinam a IA.

Esse processo ocorreu ao longo dos anos, quando especialistas passaram a otimizar as GPUs para algoritmos de IA. Estima-se que são necessárias apenas duas GPUs para realizar o mesmo trabalho em IA de mais de 10 mil CPUs.

Em 2012, por exemplo, a companhia foi vital para o avanço da IA. Com auxílio de GPUs da Nvidia, foi desenvolvida a AlexNet, rede de algoritmos de aprendizado profundo, considerada pedra fundamental da IA moderna. Desenvolvida por nomes muito conhecidos atualmente – Geoffrey Hinton, um dos “pais da IA moderna”, Ilya Sutskever, cofundador da OpenAI, e Alex Krizhevsky – a AlexNet estabeleceu padrões de algoritmos e de uso de hardware.

Em 2009, Hinton chegou a dizer em uma entrevista que pesquisadores de IA deveriam comprar GPUs da Nvidia, pois elas seriam o futuro da IA. A profecia se tornou realidade – em 2016, Huang admitiu que a guinada para o mundo da IA aconteceu de maneira casual e inesperada.

Atualmente, a Nvidia vende a GPU H100, que além de prometer uma experiência visual excepcional para jogadores, foi otimizada para lidar com volumes massivos de dados, o que a transformou em uma opção mais eficiente para treinar modelos de IA. Cada uma delas custa a partir de US$ 20 mil e empresas precisam de milhares de unidades. No começo deste ano, Mark Zuckerberg anunciou a compra de 350 mil GPUs H100 para desenvolver os modelos de IA da Meta.

A H100. da Nvidia, é quatro vezes mais rápida que sua antecessora, A100, no treinamento de grandes modelos de linguagem (LLMs) e na resposta a comandos de usuários.

Com Estadão Conteúdo

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