Netflix, Disney+, Prime Video: Preço do streaming ficou mais ‘salgado’ em 2023?

O cenário não é dos mais fáceis para a indústria do entretenimento: serviços de streaming lutam para conquistar mais assinantes, ou reduzir as perdas como no caso da Netflix (NFLX34). Enquanto isso, a pressão inflacionário e a rentabilidade abaixo da esperada força muitas companhias a aumentarem o preço das mensalidades, como acontece com a Disney (DISB34). Ao todo, o brasileiro viu a conta dos streamings no ano saltar em até R$ 250,00 em 2023.

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A ano também foi marcado pelos quase cinco meses de greve de roteiristas e artistas em Hollywood, nos Estados Unidos, em nome de salários e bonificações melhores do que os pagos na mídia do streaming, e a regulação do uso de inteligência artificial, como o ChatGPT.

Nesse contexto, canais de streaming viram seus preços aumentarem. A seguir, veja o que aconteceu com os preços de assinaturas dos streamings:

  • Netflix;
  • Amazon Prime Video;
  • HBO Max;
  • Disney+ e Star+;
  • AppleTV+;
  • Globoplay.

Netflix acaba com plano básico e compartilhamento de senhas

Na retrospectiva do ano da Netflix (NFLX34), é evidente que a companhia aproveitou 2023 para fazer grandes mudanças. A primeira delas foi o encerramento do plano Básico, para novos assinantes, que custava R$ 25,90.

Além disso, a companhia também baniu o compartilhamento de senhas, cobrando R$ 12,90 por assinante extra que acesse a mesma conta.

Em outros países da Europa e nos Estados Unidos, a Netflix aumentou o preço das assinaturas.

Enquanto isso, o catálogo da Netflix no Brasil pode escolher entre três opções de assinatura:

  • Padrão com anúncios: R$ 18,90;
  • Padrão: R$ 39,90;
  • Premium: R$ 55,90.

Prime Video, da Amazon, segurou preço após aumento de 50%

O serviço de streaming da Amazon (AMZO34), Prime Video, tem uma opção única de plano de assinatura. O Amazon Prime inclui o catálogo de filmes, séries e transmissão de conteúdo esportivo ao vivo (Copa do Brasil, Brasileirão, Conmebol Libertadores e Sudamericana e NBA), além dos serviços e produtos da Amazon: frete grátis no site da Amazon, Music Prime, Prime Reading, Ofertas exclusivas e Twitch Prime.

Em 2023, a Amazon não fez ajustes no preço do Prime Video, após ter subido em 50% o valor em 2022. No ano anterior, a assinatura mensal subiu de R$ 9,90 para R$ 14,90 e o plano anual, de R$ 89,00 para R$ 119,00.

O plano do Prime Video permite compartilhamento de senhas e pode ser pago de duas formas:

  • Plano mensal: R$ 14,90 por mês;
  • Plano anual: R$ 119 por ano.

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HBO Max aumentou preço duas vezes em 2023

O HBO Max (futuramente apenas “Max”), fez dois ajustes de preços de assinaturas em 2023. O primeiro, em fevereiro, elevou a assinatura mensal de R$ 27,90 para R$ 34,90.

Em seguida, em agosto, o streaming comunicou que os usuários do plano conjunto com o Mercado Livre (MELI34) deixariam de ter 50% de desconto, reduzindo para 30%. Com isso, o preço do HBO Max com Mercado Livre ficou fixado em R$ 24,00 por mês.

Atualmente, o HBO Max oferece três opções de planos, com compartilhamento de senhas, e as opções de três e doze meses devem ser pagas em uma parcela única à vista:

  • 1 Mês: R$ 34,90;
  • 3 Meses: R$ 74,90 (R$ 24,99 por mês);
  • 12 Meses: R$ 239,90 (R$ 19,99 por mês).

Disney Plus e o fim do Star Plus no Brasil

A Disney (DISB34) anunciou na semana passada que o Disney+ e o Star+ no Brasil se tornarão uma única plataforma em 2024, sob domínio do primeiro. A mudança é prevista para acontecer a partir de abril e todo o conteúdo do Star+ deverá migrar para o catálogo do Disney+, incluindo as séries exclusivas e a programação esportiva ao vivo da ESPN (com NBA, La Liga, Conmebol Libertadores, Premier League, NFL, MLB, UEFA Europa League, Moto GP, e mais).

Em abril, a Disney anunciou que faria um ajuste nos preços, com a mensalidade do Star+ indo de R$ 32,90 para R$ 40,90 e do Disney+ de R$ 27,90 para R$ 33,90. O combo dos dois streamins subiu de R$ 45,90 para R$ 55,90.

Atualmente, os planos da Disney Plus e Star Plus aceitam compartilhamento de senha. Os disponíveis são:

  • Disney+: R$33,90 por mês;
  • Disney+: R$ 279,90 por ano (R$ 23,35 por mês, a ser paga à vista);
  • Star+: R$40,90 por mês;
  • Combo Disney Plus + Star Plus: R$ 55,90 por mês;
  • Combo Disney Plus + Star Plus + Lionsgate Plus: R$ 59,90 por mês.

AppleTV+ aumenta assinatura em 47% em 2023

O AppleTV+, serviço de streaming da Apple (AAPL34) com séries e filmes originais da marca da maçã, ofercee apenas uma opção de assinatura, com plano mensal.

Em sua chegada ao Brasil, em 2019, o AppleTV+ custava R$ 9,90. O primeiro reajuste veio em meados de 2022, passando para R$ 14,90. Em outubro deste ano, o plano mensal aumentou novamente para R$ 21,90 por mês, com compartilhamento de senhas.

  • Plano Mensal: R$ 21,90 por mês.

Globoplay mantém preços de assinatura em 2023

Em 2022, o Globoplay recebeu duras críticas por subir o preço do straming às vésperas do Big Brother Brasil, o BBB.

Atualmente, dois planos estão disponíveis: “Globoplay” com novelas, séries, filmes e o “Globoplay + Canais ao Vivo” com as verticais do conglomerado como SporTV, GNT, Multishow, Viva, Bis, Off, Gloob, Gloobinho, GloboNews, Mais na Tela, Canal Brasil, Megapix, Universal e Studio Universal.

O compartilhamento de senhas na plataforma é possível.

O preço das assinaturas do Globoplay em 2023 é:

  • Globoplay: R$ 24,90/mês ou R$238,80/ano
  • Globoplay + Canais ao Vivo: R$ 49,90/mês ou R$514,80/ano.

Preço dos streamings em 2023 subiu até R$ 250

O assinante dos serviços de streaming com planos de assinaturas mensais viu um salto de até R$ 250,00 na sua conta no ano, considerando os aumentos que aconteceram de janeiro de 2023 até 18 de dezembro de 2023.

Muitas companhias, como a Disney, ainda lutam para tornar a sua plataforma rentável e eventos como a recente greve de roteiristas e artistas em Hollywood, por exemplo, apertaram ainda mais o orçamento das companhias. Enquanto isso, as demais, como a Netflix, estão mergulhadas na discussão sobre o uso de inteligência artificial em suas produções.

Para 2024, a expectativa é que as companhias continuem explorando táticas para atrair novos assinantes ou novas estratégias, como as regras para compartilhamento de senhas.

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Camila Paim

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