Colheita acelera no Centro-Sul com Mato Grosso na dianteira
A colheita da segunda safra de milho no Centro-Sul avança em ritmo forte, com Mato Grosso à frente na etapa inicial do ciclo. Segundo a AgRural, os trabalhos chegaram a 4,4% da área no início de junho, acima dos 2,4% da semana anterior e dos 1,9% do mesmo período de 2024. Esse desempenho reforça a relevância do estado para a oferta nacional e atrai a atenção de investidores expostos ao agronegócio brasileiro.
Para quem acompanha o SNFZ11, a liderança de Mato Grosso surge em momento estratégico. O fundo possui propriedades no estado que encabeça a produção de grãos no país, com algumas das regiões mais eficientes em produtividade e logística. Essa base confere maior previsibilidade de receita e potencial de valorização de longo prazo.
O uso do sistema de dupla safra, com soja no verão e milho na sequência, sustenta a eficiência local. A integração entre calendário agrícola, tecnologia e manejo eleva a ocupação do solo, reduz custos médios e amplia a resiliência do portfólio. Entre as palavras-chave setoriais, destaca-se a importância da “safrinha” para o equilíbrio da oferta anual.
Desafios climáticos, no entanto, limitam o avanço em outros estados. No Paraná, a umidade elevada do solo atrapalha a operação de máquinas, retardando a colheita. Em Mato Grosso do Sul, os primeiros volumes saem apenas de áreas específicas. A AgRural revisou a projeção da safrinha 2025/26 para 108,2 milhões de toneladas, corte de 900 mil toneladas, refletindo perdas esperadas em Goiás, Minas Gerais e São Paulo.
Mesmo com ajustes regionais, o cenário nacional segue robusto. Considerando as três safras da Conab, a produção total de milho pode atingir 139,9 milhões de toneladas em 2025/26, superando a previsão anterior de 138,9 milhões e o resultado de cerca de 113,2 milhões do ciclo passado. Esses números reforçam a força produtiva de Mato Grosso e sua contribuição nas exportações.
SNFZ11 se beneficia dessa posição. A presença em áreas consolidadas, com infraestrutura e escala, apoia distribuição de rendimentos e ganhos de capital no longo prazo. A terceira emissão do fundo, que pode movimentar cerca de R$ 120 milhões, busca ampliar a aquisição de terras, somando até 2,2 mil hectares cultiváveis no principal polo de soja do país. Em síntese, Mato Grosso mantém a dianteira e sustenta o caso de investimento do SNFZ11.