Light (LIGT3) poderá emitir debêntures incentivadas para financiar obras

Light (LIGT3) poderá emitir debêntures incentivadas para financiar obras
Light (LIGT3) poderá emitir debêntures incentivadas para financiar obras

O Ministério de Minas e Energia aprovou nesta quarta-feira (8) um projeto de investimentos da Light (LIGT3) que irá permitir à companhia elétrica emitir debêntures incentivadas para financiar as obras.

O aval do governo foi realizado como prioritário e publicado mais cedo no Diário Oficial da União. A autorização dará a possibilidade à Light de tornar viável o projeto de investimento em sua infraestrutura de distribuição de energia.

Dessa maneira, a autorização viabilizará aportes em expansão, renovação ou melhoria da rede realizados até 2021, excluindo eventuais investimentos em obras do programa de universalização do acesso Luz Para Todos.

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O Plano de Desenvolvimento da Distribuição da Light, além de poder ser financiado através de debêntures, inclui R$ 604 milhões em investimentos realizados no ano passado. O projeto também engloba R$ 764 milhões planejados para este ano e mais R$ 729,7 milhões previstos para 2021, conforme informações divulgadas pela companhia ao governo federal.

As empresas do segmento energético foram responsáveis por grande parte da emissão de debêntures de infraestrutura em 2019, com R$ 27,3 bilhões em operações. Os números representam uma alta de 41% ante 2018, segundo dados do Ministério da Economia.

Light adere a empréstimo coordenado pelo BNDES

A Light anunciou mais cedo neste mês que decidiu aderir à Conta Covid, empréstimo coordenado pelo Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), através da solução regulatória criada pelo governo e regulamentada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

A companhia aderiu pela sua subsidiária Light Serviços de Eletricidade e solicitou o teto previsto para a empresa, no valor de até R$ 1,326 bilhão. O montante  é referente à diminuição do faturamento e da arrecadação, assim como dos diferimentos previstos para os consumidores do Grupo A (médios e grandes clientes).

Saiba mais: BNDES vende toda a participação acionária na Light

“Tendo em vista que o tratamento do reequilíbrio econômico previsto no Contrato de Concessão deverá ser definido nos próximos meses, a Light Sesa, em conjunto com as demais distribuidoras, continuará trabalhando para o reconhecimento dos efeitos extraordinários da pandemia como ativos financeiros no seu resultado operacional”, salientou a Light em comunicado.

Arthur Guimarães

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