Lançamento do Auxílio Brasil, marcado para hoje, é adiado pelo governo

Lançamento do Auxílio Brasil, marcado para hoje, é adiado pelo governo
Auxílio Brasil Foto: Pixabay

O evento de lançamento do Auxílio Brasil, programado para acontecer às 17h desta terça (19), foi cancelado pelo Ministério da Cidadania, segundo informações da assessoria de imprensa da pasta. Não foi anunciada uma nova data para o lançamento oficial do novo programa de distribuição de renda.

Como mostrou o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), o governo pretendia lançar nesta terça-feira o programa assistencial para substituir o Bolsa Família com valor de R$ 400 em 2022, ano em que o presidente da República, Jair Bolsonaro, buscará a reeleição.

Parte desse valor, cerca de R$ 100, seria contabilizado fora do teto de gastos, em uma vitória da ala política do governo sobre a equipe econômica. Mas gerou repercussão negativa na equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes.

O valor extrateto é estimado em R$ 30 bilhões.

A notícia de que a equipe econômica cederia à ala política afetou o humor do mercado financeiro durante todo o dia e levou a bolsa a chegar ao menor nível desde março.

Auxílio Brasil é mais prioritário que precatórios, para Lira

Ainda hoje, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), relativizou a importância do cumprimento das regras fiscais ao defender urgência na definição do novo programa social do governo em meio à pressão para uma prorrogação do auxílio emergencial – o que desagrada o fiscalismo da equipe de Guedes, que resiste a qualquer medida fora do teto de gastos.

Ao contrário de Lira, o Ministério da Economia tem defendido a aprovação de uma nova regra para o pagamento de precatórios (dívidas judiciais) para abrir espaço no teto de gastos à ampliação do Bolsa Família, que será rebatizado de Auxílio Brasil.

Em relação ao Auxílio Brasil, Lira questiona: “Como a gente ia justificar furar o teto para pagar precatórios, se muitos precatórios já foram vendidos, nas mãos de fundos de investimentos, e não furarmos o teto para um programa (social) ou para um auxílio? Como, politicamente, não se aprova isso?”, disse o presidente da Câmara em entrevista à revista Veja.

(Com informações da Agência Estado)

Bruno Galvão

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