Justiça determina bloqueio de ações do BRB (BSLI4) compradas por investigados no caso Master
A Justiça de Brasília determinou, em caráter liminar (provisório) o bloqueio e o arresto de ações do Banco de Brasília (BRB) compradas por investigados na Operação Compliance Zero, da Polícia Federal – que investiga fraudes envolvendo o Banco Master.
A decisão atende a um pedido do banco estatal e foi determinada pela Vara Cível da Circunscrição Especial Judiciária de Brasília.
A Justiça impediu ainda a possível venda dos ativos. O processo tramita em segredo de justiça. O BRB explicou que decidiu solicitar o bloqueio diante de resultados encontrados em investigação realizada pela auditoria independente que contratou.
A Polícia Federal investiga a compra de ações do BRB, de forma oculta – por meio de fundos – por Daniel Vorcaro, dono do Master, Maurício Quadrado, ex-sócio do Master, e João Carlos Mansur, fundador da Reag Investimentos.
Em fato relevante divulgado na noite desta quinta-feira, o banco diz que a medida tem como objetivo possibilitar o futuro ressarcimento de prejuízos causados à instituição em razão de operações envolvendo o Banco Master, em liquidação extrajudicial.
Em dezembro, o BRB contratou o escritório Machado Meyer Advogados, com assistência técnica da Kroll, com o objetivo apurar os fatos relacionados às operações com o Master. A PF investiga a venda de R$ 12,2 bilhões em carteiras falsas do banco de Vorcaro para o BRB, bem como a tentativa de compra do Master pelo banco estatal – barrada pelo Banco Central.
No curso da investigação, foi elaborado um relatório preliminar, com escopo delimitado a aspectos específicos da investigação, no qual foram identificados elementos que demandavam análise pelas autoridades competentes, com vistas à avaliação de eventual existência de atos ilícitos.
“Em observância ao seu dever de cooperação com as autoridades públicas e em respeito ao devido processo legal, o BRB encaminhou imediatamente o referido relatório preliminar à Polícia Federal e, posteriormente, a outros órgãos”, ressaltou o banco.
Com Estadão Conteúdo