JHSF (JHSF3) lucra R$ 371 milhões e transforma luxo em máquina de caixa

A JHSF (JHSF3) começou 2026 com o maior resultado de sua história para um primeiro trimestre, impulsionada pelo avanço dos negócios de renda recorrente, crescimento dos ativos de luxo e expansão internacional da companhia.

A empresa reportou receita bruta consolidada de R$ 589,5 milhões entre janeiro e março, alta de 34,1% na comparação anual, enquanto o Ebitda ajustado cresceu 26,7%, para R$ 250,6 milhões. O lucro líquido atingiu R$ 371,6 milhões, avanço de 9,3% em relação ao mesmo período de 2025.

“O trimestre reflete a consistência operacional da Companhia, sustentada pela qualidade dos ativos, pela demanda consistente e pela execução disciplinada da nossa estratégia”, afirmou Augusto Martins, CEO da JHSF.

Além do avanço operacional, a companhia encerrou o trimestre com R$ 4,2 bilhões em caixa bruto e posição líquida de R$ 1,8 bilhão, reforçando uma estrutura de capital que a própria empresa classificou como a mais sólida de sua história.

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Shoppings, hotéis e aeroporto puxam crescimento da JHSF

A principal vitrine da companhia continua sendo a unidade de renda recorrente, que reúne shoppings, hotéis, restaurantes, aeroporto executivo, clubs e locações residenciais.

A receita bruta dessa divisão somou R$ 389,8 milhões no trimestre, crescimento de 17,1%, enquanto o Ebitda ajustado avançou 19,8%, para R$ 176,6 milhões.

Nos shoppings, as vendas cresceram 8,4%, com alta de 11,5% no aluguel das mesmas lojas e taxa de ocupação consolidada de 98,8%. O Shopping Cidade Jardim permaneceu com ocupação total.

Já a divisão de hospitalidade e gastronomia manteve expansão operacional, com diária média dos hotéis subindo 6,3% e avanço de 9% no RevPAR, indicador que mede receita por quarto disponível.

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A companhia também continuou ampliando sua presença internacional no segmento Fasano. Em abril, a JHSF concluiu a estruturação do fundo voltado à aquisição do Palazzo Taverna Medici del Vascello, em Milão, onde será implantado o Fasano Milano Hotel.

No aeroporto executivo Catarina, os movimentos cresceram 18,3% no trimestre, enquanto o volume de combustível abastecido avançou 19,8%.

A empresa destacou ainda a aquisição do FBO Embassair, em Miami, ativo voltado à aviação executiva localizado no Opa-Locka Executive Airport. Segundo a JHSF, a operação amplia as sinergias internacionais do negócio de aviação de luxo.

Residences, clubs e JHSF Capital avançam

A unidade de Residences e Clubs também ganhou relevância no trimestre.

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A receita bruta do segmento cresceu 43%, impulsionada pelo aumento das locações e pela venda de memberships dos clubs, como o São Paulo Surf Club e o Fasano Tennis Club.

Hoje, a operação conta com 72 unidades residenciais em funcionamento e taxa de ocupação próxima de 100%, além de outras 56 unidades em desenvolvimento para entrega ao longo de 2026.

Outro destaque veio da JHSF Capital, braço financeiro da companhia.

A divisão encerrou o trimestre com R$ 11,2 bilhões em ativos sob gestão, ante R$ 2,5 bilhões um ano antes. A receita bruta da unidade mais do que dobrou no período, avançando 104,6%.

Com novos projetos em shoppings, expansão internacional do Fasano, crescimento da aviação executiva e ampliação dos negócios de locação residencial, a JHSF (JHSF3) afirmou que segue avançando em sua estratégia focada em ativos de alta renda e geração recorrente de caixa.

Maíra Telles

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