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Para Itaú BBA, pagamento de dividendos da Petrobras (PETR4) pode ser ainda maior

Para Itaú BBA, pagamento de dividendos da Petrobras (PETR4) pode ser ainda maior
Petrobras (PETR4). Foto: Agência Petrobras/Geraldo Falcão

O Itaú BBA reiterou sua visão positiva para a Petrobras (PETR4), após a estatal divulgar seu plano estratégico para o período de 2022-2026 e aprimorar sua política de dividendos.

Na avaliação do Itaú BBA, a mudança na política de dividendos da Petrobras traz mais visibilidade sobre a estratégia de alocação de capital da empresa

Em relatório assinado por Leonardo Marcondes e Renan Moura, o banco de investimentos destaca que o principal destaque do plano estratégico é o pagamento de dividendos.

“De acordo com o novo plano de negócios, a empresa provavelmente distribuirá US $ 60-70 bilhões em dividendos; que implica um retorno de cerca de cinco anos, dado que a capitalização de mercado atual da empresa é de aproximadamente US $ 69 bilhões”, explica o relatório.

No entanto, o Itaú BBA aponta que o pagamento de dividendos pode ser ainda maior, levando em consideração a curva dos futuros do petróleo e o real mais desvalorizado.

“A empresa assumiu um Brent de longo prazo ao preço de US $ 55 / barril e apreciação cambial para R$ 5,1 / US$ até 2026 – destacamos que a curva atual do Brent aponta para um preço médio de US $ 66 / barril em 2026, enquanto a equipe de macroeconomia do Itaú BBA prevê um câmbio de BRL 5,5 / USD em 2025 – sugerindo que poderia haver um lado positivo para o pagamento de dividendos da empresa nos próximos anos”, explicam os analistas.

Política de dividendos da Petrobras é “motivo de comemoração”, diz BTG

Além do Itaú BBA, o BTG também publicou um relatório sobre o plano estratégico da estatal petrolífera, apontando que a política de dividendos é algo a se comemorar. Contudo, manteve a recomendação neutra, ao preço-alvo de US$ 15.

Entre os motivos que levam ao reforço do posicionamento neutro do banco, os analistas dizem que, apesar do plano estratégico esclarecer os fundamentos da companhia para o futuro próximo, a estatal ainda pode sofrer com ruídos políticos e o próprio planejamento pode se alterar dependendo da configuração administrativa da empresa.

“Se deixássemos a paisagem política do Brasil de lado por um segundo, o recém-revelado Plano Estratégico da Petrobras de 5 anos viria como a coroação do notável progresso alcançou nos últimos anos”, diz o relatório do BTG.

Laura Moutinho

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