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IRDM11 revela estratégia para aumentar distribuição de dividendos

IRDM11 revela estratégia para aumentar distribuição de dividendos
IRDM11 - Fonte: Pixabay

A gestão do fundo imobiliário Iridium Recebíveis Imobiliários FII (IRDM11) comunicou aos cotistas nesta terça-feira (21) sua estratégia para o crescimento de seus resultados. A gestora também explicou seu regime de distribuição de dividendos, mostrando que existem valores que ainda poderão ser distribuídos ao longo do ano.

No geral, os CRIs que fazem parte da carteira do fundo pagaram proventos maiores devido ao crescimento da receita de juros e da correção monetária.

Além disso, a gestora revelou que os FIIs que compõem o portfólio do fundo também trouxeram um rendimento expressivo, mesmo com a ênfase em reduzir sua exposição no segmento. Diante disso, o IRDM11 afirmou que optou por escolher fundos de papel em relação aos fundos de tijolo.

A gestora também destacou a recente alta nos índices mensais de preços, em especial o IPCA, sendo que alguns ativos atrelados ao índice tiveram resultados acima do que geraram em caixa no mesmo período. Porém, essa variação será distribuída ao longo dos próximos meses.

Resultados maiores em maio

A gestão do IRMD11 ressaltou que a carteira do fundo permanece adimplente. Porém, o caixa está um pouco abaixo do esperado e o processo de reciclagem da carteira de CRIs e FIIs continua: o objetivo é melhorar o retorno e mitigar os riscos.

O fundo diz que existem atualmente spreads de crédito maiores nas emissões primárias de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs). Por isso a gestora manterá uma postura ativa, priorizando a utilização do caixa e a redução da posição em FIIs, para aumentar a posição em CRIs, elevando a taxa média de retorno da carteira.

Prova disso são os dividendos do IRDM11, que foram maiores este mês, distribuindo R$ 1,35 por cota. Isso equivale a uma remuneração líquida de imposto de renda de 159,19% do CDI, sendo o maior rendimento do fundo pago em 2022. Confira abaixo:

IRDM11
Relatório do IRDM11

A gestora disse que o fundo apresentou um bom resultado no mês, positivamente impactado tanto pela carteira de FIIs quanto de CRIs.

Regime de competência e valores a distribuir

O IRDM11, por meio da sua administradora, o BTG Pactual, entende que a distribuição aos cotistas deve ser baseada nas receitas recebidas e despesas pagas, não sendo possível a distribuição no efeito competência.

Para explicar como funciona esse mecanismo, conversamos com Marcos Correa, especialista em FIIs da Suno Research. Correa disse que o IRDM11 distribui rendimentos “no regime caixa, que é baseado no que entrou no caixa do fundo, descontando o que saiu de despesa”.

Correa deu um exemplo para ilustrar como é de fato o regime caixa: “Se você compra um sapato parcelado, apenas a primeira prestação vai cair efetivamente para o vendedor, mesmo tendo nove parcelas pela frente. Mas entrou no caixa apenas uma, as outras vão chegar nos próximos meses”.

Resumindo, o especialista da Suno disse que o Iridium só consegue distribuir até o limite do que ele recebeu dos ativos. “Mesmo que ele tenha o suficiente em termos de resultados, ele está limitado a distribuir o que está efetivamente em caixa”, frisou Correa.

A gestora do IRDM11 também comentou que muitos dos CRIs investidos começaram a acumular resultados dentro deles.

O IRDM11 ainda não sabe quando esses valores serão distribuídos

O especialista da Suno lembrou que “os CRIs têm um componente de correção monetária, que só pode ser distribuída como rendimento quando há uma amortização no CRI – ou seja, quando ele paga a parte o valor principal que ele deve”.

Diante disso, a gestora avisou que, se a inflação diminuir e a geração de fluxo de caixa do ativo continuar, o Iridium Recebíveis Imobiliários vai distribuir todo esse resultado que está retido nos CRIs. No entanto, o fundo não sabe ao certo quando isso vai acontecer.

O IRDM11 é um fundo imobiliário de papel com investimentos em títulos de valores imobiliários. O fundo possui patrimônio líquido de R$ 3,19 bilhões, com taxa de administração de 0,17% e 0,85% de taxa de gestão.

Gustavo Bianch

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