IPO da Boa Safra (SOJA3) não sofrerá repercussões por questões familiares, dizem fontes

A Oferta Inicial de Ações (IPO, na sigla em inglês) da Boa Safra (SOJA3) não sofrerá repercussões provocadas por questões familiares, informaram fontes ao SUNO Notícias nesta terça-feira (27).

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Na última segunda-feira (26) um dos filhos de Neri Colpo, idealizador do projeto que deu origem a Boa Safra Sementes, teria acionado a Justiça para pedir parte da herança nas atividades da empresa, que nesta terça está finalizando sua precificação.

Todavia, o Tribunal de Justiça de Brasília e dos Territórios decidiu indeferir nesta terça o pedido de liminar apresentado pelo escritório de advocacia Nelson Wilians.

Hostílio Ribeiro dos Santos Neto nasceu fora do casamento de Neri Colpo, e teria obtido o reconhecimento da paternidade através um processo judicial onde o suposto pai biológico não se apresentou para realizar o teste do DNA.

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Entretanto, segundo fontes próximas a operação, Neri nunca foi proprietário da Boa Safra. Seus filhos, Marino Stefani Colpo e Camila Stefani Colpo, sempre tiveram cada um 50% do capital social da empresa.

Por isso, as fontes salientaram como essa reivindicação judicial não teria cabimento e que, no máximo, Hostílio Ribeiro dos Santos Neto teria direto somente ao saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) do suposto pai biológico.

A Boa Safra e a XP, coordenadora do IPO, não quiseram se manifestar sobre o assunto alegando estar em período de silêncio.

Boa Safra já cobriu valor do book

Investidores próximos da operação informaram o SUNO Notícias que a demanda de ações da Boa Safra teria coberto entre 1,5 e 2 vezes do book. O IPO vai ofertar cerca de 40 milhões de ações.

A faixa indicativa de preço das ações foi definida no prospecto inicial entre R$ 9,90 e R$ 12,60.  Segundo essas fontes, a demanda pelos papéis já garante que o IPO possa sair piso da faixa, o que avaliaria a empresa em cerca de R$ 1,1 bilhão.

Entre as principais interessadas na oferta está a gestora HIX Capital teria feito um pedido de R$ 80 milhões em ações no piso da faixa, podendo acompanhar o preço final.

O IPO da Boa Safra será uma oferta 100% primária, quando todos os recursos levantados seguem para o caixa da empresa, com o objetivo de levantar R$ 460 milhões.

O prospecto registrado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) destaca que a Boa Safra pretende utilizar os recursos oriundos da oferta primária da seguinte maneira:

  • 50% para crescimento inorgânico por meio de aquisições estratégicas de sociedades no mesmo setor de atuação que poderão, ou não, ser partes relacionadas;
  • 50% para reforço de capital de giro.

Os recursos serão utilizados para financiar os projetos de expansão das atividades. Por exemplo com a construção de cinco novas plantas deslocadas em várias regiões do Brasil.

Além do crescimento orgânico, um dos objetivos do IPO é crescer através de fusões e aquisições. Isso pois o mercado brasileiro de sementes de soja é muito pulverizado.

A própria Boa Safra representa apenas 5,7% do total do mercado. Nos EUA as três principais empresas do setor têm  59% do mercado.

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Procurada pelo SUNO Noticias, a empresa informou que está em período de silêncio e não pode comentar o assunto.

Conheça a Boa Safra

A empresa de Formosa (GO) atua no licenciamento da biotecnologia desenvolvida por grandes multinacionais do setor agro, como:

  • Bayer
  • Basf
  • Syngenta
  • Cortera
  • Brasmax
  • Ndera

A Boa Safra cria sementes que depois são vendidas para os fazendeiros.

A empresa atua principalmente no setor da soja, que representa quase 99% de suas operações.

Os atuais acionistas são Marino Stefani Colpo e Camila Stefani Colpo, atualmente cada um com 50% das ações.

No ano passado a receita total da Boa Safra foi de R$ 589 milhões, com um lucro líquido de R$ 70 milhões. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) foi de R$ 105 milhões e o ROE de 64,5%.

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Carlo Cauti

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