Investo lança ETF de Letras Financeiras com cota a partir de R$ 20

A Investo e a V8 Capital anunciaram o lançamento do LFIX11, um ETF de Letras Financeiras que passa a ser negociado na Bolsa brasileira com proposta de ampliar o acesso a esse tipo de ativo de crédito bancário.

O produto replica o índice S1 DI B3 (ILFS1 B3) e estreia com cota inicial a partir de R$ 20, valor inferior ao exigido tradicionalmente para aplicações diretas em Letras Financeiras, que costumam demandar aportes mínimos entre R$ 50 mil e R$ 300 mil.

O LFIX11 é o primeiro ETF no Brasil com exposição exclusiva a Letras Financeiras emitidas por bancos classificados no segmento S1 do Banco Central, grupo que reúne instituições de grande porte consideradas sistemicamente relevantes.

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Entre os emissores presentes na carteira estão Bradesco, Santander, BTG Pactual, Itaú Unibanco e Banco do Brasil. A metodologia do índice considera o estoque de letras financeiras vigentes no mercado.

Atualmente, o índice é composto por 6.159 títulos, sendo 78% de Letras Financeiras sênior e 22% de Letras Financeiras subordinadas nível 2. A maior exposição está concentrada em Bradesco (47,6%), seguido por Santander (16,8%), BTG Pactual (14,1%), Itaú Unibanco (12,3%) e Banco do Brasil (9,1%).

Segundo as gestoras, a estratégia do fundo busca superar o CDI ao capturar o carrego do crédito bancário high grade com diversificação entre emissores. Diferentemente da aplicação direta em uma única LF, o ETF permite diluir o risco de crédito ao distribuir a alocação entre diferentes instituições financeiras.

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Novo ETF da Investo: Qual a taxa de administração?

O produto conta com taxa de administração de 0,35% ao ano, rebalanceamento mensal e liquidação em D+1. Também não está sujeito à cobrança de IOF ou ao mecanismo de come-cotas, comum em alguns fundos de renda fixa. Além disso, por ser negociado em Bolsa, o investidor não fica travado até o vencimento dos títulos, como ocorre na aplicação direta em Letras Financeiras.

De acordo com dados apresentados pelas gestoras, desde o início da série histórica o índice teria superado o CDI. Em um período de 12 meses até 23 de janeiro de 2026, o indicador acumulou alta de 15,4%, equivalente a 106,9% do CDI. Em dois anos, o retorno foi de 28,9%, ou 108,2% do CDI.

Para Cauê Mançanares, CEO da Investo, o objetivo do LFIX11 é ampliar o acesso a esse mercado ao combinar crédito bancário de grandes instituições com liquidez e baixo ticket de entrada. Já Fábio Dantas, sócio fundador da V8 Capital, afirma que o lançamento reforça o papel dos ETFs como instrumentos de alocação estratégica tanto para investidores institucionais quanto para pessoas físicas.

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Com o LFIX11, Investo e V8 Capital ampliam a oferta de ETFs de renda fixa no mercado brasileiro, em um momento de maior demanda por alternativas ao CDI tradicional e por produtos que combinem diversificação, liquidez e exposição ao setor financeiro.

Por que investir em um ETF?

O ETF é uma opção de investimento cada vez mais popular devido às suas diversas vantagens.

Uma das principais razões para investir em ETFs é a diversificação que eles proporcionam. Ao investir em um ETF, o investidor está adquirindo uma cesta de ativos que pode incluir ações, títulos de renda fixa, commodities, entre outros, o que ajuda a reduzir o risco em comparação com investimentos individuais.

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Vinícius Alves

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