Grana na conta

Investimentos com imposto de renda 100% zerado? Veja como é possível

Escolher investimentos é uma tarefa que gera dúvidas em muita gente, mas um critério que pode ajudar nesta escolha é a isenção de impostos. Foi justamente para atrair o interesse de investidores por debêntures de infraestrutura que este ativo foi definido como investimento isento de imposto de renda, tanto sobre o rendimento como do ganho de capital.

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A proposta, desde a criação deste investimento, era clara: estimular recursos por meio do mercado de capital para investir em infraestrutura. Por isso, foram chamadas de debêntures incentivadas. Lançado em 2011, o ativo se firmou e foram sendo criados fundos de investimento com foco nestes papéis de renda fixa, os FI-Infra.

“O objetivo foi desenvolver o mercado de capitais para financiar mais projetos de infraestrutura, que têm um prazo longo de maturação”, explica Daniel Keller, sócio na Una Partners e extensa experiência em consultoria financeira para o setor de infra.

“Então, para incentivar o investidor pessoa física para que ele tope o ativo, cria-se no mercado o investimento isento de imposto de renda”, complementa.

Em renda fixa, excluindo poupança, todos pagam impostos de alguma forma, como Tesouro Direto (título público), CDB, letras de câmbio, certificados de recebíveis imobiliários e do agronegócios (incluindo em carteiras de fundos), entre outros.

Os investimentos em infraestrutura são o principal assunto no Suno Notícias, na semana que vai de 13 a 17 de fevereiro. Você pode ficar por dentro de tudo neste link.

Miguel Gomes Ferreira, sócio da Bocaina Capital, explica que o momento é interessante. As NTN-Bs, que são os papéis públicos, estão sendo negociados com o IPCA e mais 6%, 6,5% de rendimento, conta ele. “As debêntures que nós estruturamos, elas saem de 2,5 a 3% acima das NTN-Bs. Então, estamos trabalhando com o IPCA e mais 9% com isenção de imposto de renda”, destaca.

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Investimento isento de Imposto de Renda

“O investidor que entrar no FI-Infra agora ingressa com o ‘carrego’ de retorno muito alto e quando ele olha pra frente, com as chances dos juros voltarem a diminuir, isso leva a um ganho adicional de capital”, ressalta Ferreira.

Vinicius Romano, especialista em renda fixa da Suno Research, também enfatiza a questão de 100% de isenção. “O fundo imobiliário, por exemplo, você paga 20% de imposto de renda sobre ganho de capital, e no caso do Fi-Infra, mesmo que tenha ganhos, você não paga”, diz.

“É um ativo que sempre está no radar em função do incentivo do imposto de renda”, conta Keller. Para Túlio Machado, head de investimentos em infraestrutura da XP, esse item é o principal atrativo para o FI-Infra.

“Através de um fundo, além de você manter esse benefício, você o tem ativos de forma mais diversificada, já que o mesmo dinheiro compra diferentes debêntures”, acrescenta Machado.

Maurício Takahashi, professor na área de Finanças da Universidade Mackenzie, chama à atenção que ao investir nesse tipo de ativo é preciso entender que ele não está coberto pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

“As debêntures com garantias reais e flutuantes costumam oferecer menor risco para os investidores, pois são debêntures que alienam um bem já existente da emissora, como imóveis, bens móveis, direitos creditórios ou outras debêntures”, complementa.

Takahashi observa, entretanto, que elas oferecem aos investidores uma maior rentabilidade líquida em potencial, já que se trata de um investimento isento de imposto de renda.

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Augusto Diniz

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