Inter&Co (INBR32) tem lucro de R$ 394,8 mi no 1T; ROE fica em 15,5%

O Inter&Co (INBR32) iniciou 2026 com um lucro líquido de R$ 395 milhões no primeiro trimestre, avanço de 38% na comparação anual, enquanto o retorno sobre patrimônio líquido (ROE) atingiu 15,5%, alta de 2,6 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado.

Os números foram divulgados pela instituição financeira na manhã desta quinta-feira (7). Segundo o Inter, os resultados foram impulsionados principalmente pela expansão da carteira de crédito, pelo avanço do engajamento dos clientes e pela melhora da eficiência operacional da plataforma financeira.

https://files.sunoresearch.com.br/gaia/uploads/2026/01/Banner-Materias-01-Dkp_-1420x240-1.png

Inter&Co (INBR32) apresenta avanço na carteira de crédito

A carteira de crédito bruta do Inter encerrou março em R$ 49,8 bilhões, crescimento de 33% em 12 meses. Entre os destaques, o banco apontou a forte expansão do consignado privado, que alcançou R$ 2,5 bilhões em carteira, além do avanço do financiamento imobiliário e do cartão de crédito.

No segmento imobiliário, a carteira avançou 42% na comparação anual. Já o cartão de crédito registrou crescimento de 27%, apoiado em melhorias na concessão e na segmentação de clientes.

Na carta do CEO, João Vitor Menin afirmou que os resultados refletem a estratégia de expansão com foco em rentabilidade. “Os resultados de nossa execução com disciplina e consistência são evidentes. No 1T26, entregamos um lucro líquido de R$ 395 milhões, ROE de 15,5% e ROTE próximo a 20%, acompanhados de ganhos de eficiência que levaram nosso índice a 43%”, disse.

https://files.sunoresearch.com.br/gaia/uploads/2026/01/DT-PS-HOME-DE-ARTIGOS-1420x240-ID_01_x1.jpg

O índice de eficiência da companhia caiu para 43,8%, contra 48,3% um ano antes. O indicador mede quanto o banco gasta para gerar receita. Dessa forma, quanto menor, melhor.

O banco também mostrou crescimento da base de usuários. O total de clientes chegou a 44 milhões, enquanto os clientes ativos atingiram 25,8 milhões. A taxa de ativação alcançou 58,6%, o maior nível desde 2024.

Apesar dos números positivos, os indicadores de inadimplência apresentaram leve piora. O NPL (Crédito Inadimplente) acima de 90 dias subiu para 5,1%, ante 4,6% no primeiro trimestre de 2025. Segundo o Inter (INBR32), o movimento reflete principalmente o crescimento acelerado do consignado privado e efeitos sazonais no cartão de crédito.

Giovanna Oliveira

Compartilhe sua opinião