Inter (INBR32) vê renda fixa no comando e Bolsa seletiva para julho

Julho começa com cara de segundo tempo: o jogo ainda está aberto, mas ninguém quer se expor sem defesa. No relatório de estratégia de alocação do Inter, a leitura é que o mês pede equilíbrio entre proteção, carrego e oportunidades, em meio a Selic ainda elevada, ruído fiscal, decisões do Copom e do Fed e início da temporada eleitoral no Brasil.

Segundo Daniela Barreto, head de alocação do Inter, junho teve “muito ruído e poucas mudanças estruturais”. A casa avalia que a volatilidade foi alimentada por guerra entre Estados Unidos e Irã, tensões tarifárias, corte da Selic para 14,25% e comunicação cautelosa dos bancos centrais.

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Renda fixa segue no centro da alocação

Na carteira sugerida pelo Inter, a renda fixa continua dominante. Para o perfil conservador, a classe representa 97% da alocação. No moderado, fica em 77%. Já no arrojado, responde por 52%.

A preferência passa por pós-fixados, que seguem com bom carrego enquanto a Selic permanece alta. O Inter também vê espaço para IPCA+ e prefixados, mas com mais seletividade, diante da reabertura da curva longa e do risco fiscal.

A economista-chefe Rafaela Vitória projeta novo corte de 0,25 ponto percentual da Selic em agosto, levando a taxa a 14%, com encerramento de 2026 em 13,25%.

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Bolsa exige qualidade, dividendos e caixa

Na renda variável, o relatório mantém uma visão seletiva. O Inter afirma que a Bolsa brasileira ainda oferece companhias de qualidade com preços descontados, mas o foco permanece em empresas com geração de caixa consistente, alta rentabilidade e baixa alavancagem.

Para FIIs, a casa avalia que os fundos de papel devem continuar performando melhor que os fundos de tijolo, em um cenário de juros ainda voláteis. No exterior, a recomendação é olhar além dos Estados Unidos, enquanto inteligência artificial segue como vetor de atenção.

Para a alocação de julho, o Inter resume que não há motivo para mudanças estruturais, mas há necessidade de disciplina: “O ambiente segue favorecendo uma alocação equilibrada entre proteção, carrego e captura de oportunidades”.

Maíra Telles

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