Intel (ITLC34) planeja cisão e IPO de unidade de chips programáveis

A produtora de chips Intel (ITLC34) comunicou na terça-feira (3) que pretende vender a sua parte da divisão de chips programáveis. Os produtos, que são amplamente utilizados nas indústrias de defesa e telecomunicações, ficaram no meio do novo plano de cisão da companhia.

https://files.sunoresearch.com.br/n/uploads/2024/02/1420x240-Banner-Home-1.png

A Intel, gigante norte-americana no mercado de semicondutores, contou que o seu plano é que a unidade, que fabrica chips que podem ser reprogramados depois de saírem da linha de produção, comece a operar como entidade independente a partir de 1º de janeiro, com planos de lançar uma oferta pública inicial (IPO) de ações em dois a três anos.

A empresa também poderá explorar investimentos privados na unidade, na qual deverá reter participação majoritária.

O negócio de chips programáveis foi adquirido pela Intel em 2015, por US$ 16,7 bilhões da holding Altera.

https://files.sunoresearch.com.br/n/uploads/2024/02/1420x240-Banner-Home-2-1.png

Ações da Intel (ITLC34)

Por volta das 10h20 (de Brasília), o preço dos papeis da companhia subia 2,5% nos negócios do pré-mercado em Nova York. Ontem, a ação encerrou o pregão cotada a US$ 35,69.

A Intel planeja divulgar os resultados da unidade separadamente quando publicar seu balanço do primeiro trimestre no próximo ano.

No segundo trimestre de 2023, a Intel reverteu o prejuízo de US$ 500 milhões registrado em igual período do ano passado. Com o resultado, a empresa anotou um ganho de US$ 0,35 por ação, enquanto a expectativa era por uma perda de US$ 0,66 por papel.

As receitas da companhia caíram 15% na comparação anual dos três meses encerrados em junho, para US$ 12,9 bilhões. Essa métrica também superou a previsão do mercado, que era de US$ 12,1 bilhões.

No final de setembro, a Intel também recebeu uma multa da União Europeia (UE) de 376 milhões de euros, por abuso de posição dominante no mercado de microprocessadores. A multa original foi anunciada em 2009 e equivalia 1,06 bilhão de euros, mas um tribunal anulou a punição por questionar o valor. Agora, a UE ajustou a quantia.

Com informações Estadão Conteúdo e Dow Jones Newswires.

https://files.sunoresearch.com.br/n/uploads/2023/04/1420x240-Planilha-vida-financeira-true.png

Camila Paim

Compartilhe sua opinião