Infracommerce (IFCM3): ações podem decolar mais de 70%, diz BofA; veja motivos

Infracommerce (IFCM3): ações podem decolar mais de 70%, diz BofA; veja motivos
Infracommerce. Foto: Reprodução Facebook

O Bank of America (BofA) iniciou a cobertura da Infracommerce (IFCM3) com recomendação de compra, ao preço alvo de R$ 25.

O banco afirma que o potencial de alta do ativo é de 72,2% sobre o fechamento de ontem. A previsão do BofA é que a Infracommerce continue com crescimento de experiência do cliente de alta qualidade para o setor de e-commerce com baixa penetração na América Latina.

“A empresa oferece soluções digitais com seu ecossistema para que os clientes tenham o controle de suas jornadas de entrada no mercado. Além disso, possui soluções em análise de dados, gestão de e-commerce, fintech e fulfillment”, aponta o analista Fred Mendes, em texto.

Além disso, o banco calcula uma taxa de crescimento anual composta nas receitas da empresa de 75% entre 2020 e 2023, sendo negociada a um múltiplo de 4,9x EV/Vendas para 2022. A companhia torna-se atrativa ao analisar pares internacionais em 10,4x.

Principais vantagens e riscos da Infracommerce

Uma das vantagens competitivas da Infracommerce é a experiência de valor agregado do cliente, como mencionado.

“Ao desenvolver soluções digitais internas, como a maioria das empresas não têm escala para contratar os melhores desenvolvedores ou ter uma rede logística sólida como um marketplace, se tornando tudo que a Infracommerce pode oferecer, com seu GMV (Volume Bruto de Mercadorias) esperado de R$ 12 bilhões em 2022”, diz Mendez.

O relatório mostra três pontos em que a Infracommerce deve crescer:

  • Novos clientes, verticais e regiões, especialmente olhando para o segmento B2B, em que a empresa ainda tem concorrência limitada, e com o mercado de comércio eletrônico latino-americano em rápido crescimento para B2C;
  • Venda de produtos e serviços relacionados (cross-sell) ou mais atualizados e avançados (upsell) na atual base de clientes da empresa, que deve ser impulsionada pelas aquisições recentes da empresa;
  • Futuras operações de fusão e aquisição, uma vez que a empresa vem atuando nessa frente entregando mais de R$ 330 milhões em receita recorrente anualizada desde seu IPO.

Por outro lado, os quatro principais riscos enfrentados pela Infracommerce em suas operações são:

  • A concorrência de outros players e de clientes que optam pelo desenvolvimento interno;
  • Baixa titularidade de ações pelos fundadores;
  • Margens crescentes em nosso modelo;
  • Execução de fusões e aquisições.

Cotação

O ativo da Infracommerce (IFCM3) nesta quarta-feira (26) sobe 3,51%, a R$ 15,03. Desde a abertura do capital, as ações da companhia acumulam queda de 4,69%.

Victória Anhesini

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