IFIX recua 0,07% e segue perto da máxima de 52 semanas

O IFIX encerrou a segunda-feira (23) aos 3.866,16 pontos, uma queda de 0,07% frente ao fechamento anterior de 3.868,93 pontos. O recuo, de 2,77 pontos, ocorreu após um pregão de cautela, com os investidores avaliando movimentos setoriais e a rotação entre fundos de tijolo e de papel. Apesar do ajuste, o índice segue perto do topo do ano.

Na abertura, o índice iniciou a 3.868,91 pontos e oscilou entre 3.864,20 e 3.871,90 pontos. Esse intervalo estreito reforça a leitura de baixa volatilidade intradiária, típica de sessões com menor apetite a risco. A proximidade do teto intradiário com a máxima de 52 semanas indica resiliência compradora mesmo em dia negativo para o agregado.

Considerando as últimas 52 semanas, o IFIX variou de 3.106,22 a 3.871,90 pontos. O patamar atual mantém o índice encostado ao recorde do período, sugerindo que a tendência primária ainda é de consolidação em níveis elevados. Para gestores e pessoa física, esse comportamento favorece estratégias graduais de alocação.

Segundo analistas, a dispersão setorial explica o saldo modesto. Segmentos de logística e escritórios tiveram desempenho misto, enquanto shopping centers sofreram mais pressão. Nesse contexto, a rotação entre papéis com desconto e ativos ligados a renda real seguiu no radar.

Entre as altas, o TRBL11 (Tellus Rio Bravo Renda Logística) liderou com avanço de 3,02%, fechando a R$ 79,93. O BROF11 (BRPR Corporate Offices) veio na sequência, subindo 2,33% para R$ 62,83. Essas performances destacam a busca por fundamentos operacionais robustos e contratos atrelados à inflação.

Nas quedas, o GZIT11 (Gazit Malls FII) recuou 5,25%, a R$ 46,54, refletindo maior sensibilidade de shoppings às expectativas de consumo. O ICRI11 (Itaú Crédito Imobiliário IPCA FII) caiu 1,58%, a R$ 94,63, em ajuste pontual nos fundos de crédito.

Perspectivas adiante apontam para agenda de indicadores e política monetária como vetores-chave. Caso o ambiente de juros confirme trajetória benigna, o IFIX pode testar novamente as máximas recentes, com seletividade favorecendo qualidade de portfólio e liquidez.

Redação Suno Notícias

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