IFIX encosta no pico anual com alta de 0,07%; TRBL11 salta 11,08%

O Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX) encerrou a quinta-feira (19) em 3.854,94 pontos, um avanço de 2,60 pontos frente ao pregão anterior, equivalente a alta de 0,07%. A sessão começou em 3.852,34 pontos, justamente o piso do dia, e manteve oscilações moderadas ao longo das negociações. O teto intradiário foi de 3.858,74 pontos, em linha com o viés positivo observado no fechamento.

O comportamento do indicador mantém o IFIX muito próximo do pico de 52 semanas, fixado em 3.864,38 pontos. Em igual período, o vale foi de 3.044,67 pontos, indicando uma trajetória de recuperação consistente desde as mínimas. Para investidores, o patamar atual reforça o apetite por renda imobiliária listada e o interesse em segmentos logísticos e de escritórios.

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Entre as maiores altas, o TRBL11 (Tellus Rio Bravo Renda Logística) liderou com disparada de 11,08%, fechando a R$ 78,20. A forte performance veio após a notícia de ocupação integral do empreendimento TRBL Contagem, em Contagem (MG), pela SHPX Logística, ligada à Shopee. O acordo leva a ABL do ativo a 100% e reduz a vacância física da carteira para 3,3%, impulsionando a percepção de fluxo de caixa e de distribuição de rendimentos.

Na sequência, o KORE11 (Kinea Oportunidades Real Estate) avançou 2,90%, encerrando a R$ 75,54. A valorização do fundo reflete o bom momento de ativos com perfil oportunístico e exposição diversificada em créditos e imóveis, beneficiando-se do ambiente de juros em trajetória de ajuste e da busca por prêmios de risco mais atrativos no setor.

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Entre as quedas, o PVBI11 (VBI Prime Properties) recuou 1,73%, fechando a R$ 78,18. O desempenho negativo pode estar relacionado a movimentos de realização após ganhos recentes e à sensibilidade do segmento de lajes corporativas a renegociações e ajustes de vacância.

O RBRY11 (RBR Crédito Imobiliário High Yield) caiu 1,34%, terminando a R$ 95,69. Apesar de sua proposta de retorno elevado, fundos de crédito high yield tendem a refletir rapidamente mudanças de percepção de risco e ajustes nas curvas, resultando em maior volatilidade de cota no curto prazo.

No contexto agregado, o Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX) mantém viés de estabilidade com leve alta, sustentado por catalisadores micro, como contratos de locação relevantes, e por expectativas macro de normalização monetária. Para o investidor, a leitura do pregão reforça a importância de diversificação entre segmentos, qualidade de inquilinos e gestão ativa.

Redação Suno Notícias

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