Ibovespa recua após sequência recorde e segura os 197 mil pontos
Após uma sequência histórica de altas, o Ibovespa interrompeu o rali nesta quarta-feira (15), mas conseguiu defender um nível importante para o mercado ao longo do pregão.
O Ibovespa fechou em queda de 0,46%, aos 197.737,61 pontos, após chegar à mínima de 196.966,16 pontos. Mesmo com o recuo, o índice segue próximo das máximas históricas, com avanço de 0,21% na semana, 5,48% no mês e expressivos 22,72% no acumulado do ano.
Cotação do dólar hoje
O dólar seguiu abaixo da linha psicológica de R$ 5, refletindo o ambiente de menor aversão ao risco e o fluxo estrangeiro para mercados emergentes.
- Dow Jones: -0,15%
- S&P 500: +0,80%
- Nasdaq: +1,59%
Maiores altas e baixas
Mesmo com o recuo do índice, algumas ações de peso ajudaram a limitar as perdas. Vale (VALE3) avançou 0,16%, enquanto Itaú (ITUB4) subiu 1,10%. Gerdau (GGBR4) e Bradesco (BBDC4) também registraram leves ganhos.
Por outro lado, Petrobras (PETR3;PETR4) pressionou o índice ao longo do dia, com quedas de 1,94% e 2,07%, respectivamente, acompanhando a volatilidade do petróleo.
No setor financeiro, destaque negativo para Banco do Brasil (BBAS3), que caiu 3,86%.
Entre as maiores altas do dia, Iguatemi (IGTI11) subiu 3,10%, seguida por Vibra (VBBR3), com ganho de 2,80%, e Porto Seguro (PSSA3), que avançou 2,71%.
Na ponta negativa, Marfrig (MRFG3) liderou as perdas com queda de 10,38%, seguida por Braskem (BRKM5), com baixa de 5,80%, e Rede D’Or (RDOR3), que recuou 5,68%.
- Maiores Altas
- Maiores Baixas
Petróleo e cenário externo seguem no radar
O mercado acompanhou de perto a volatilidade do petróleo, que fechou praticamente estável após fortes oscilações nos últimos dias. O Brent encerrou em alta de 0,15%, a US$ 94,93 o barril, enquanto o WTI subiu 0,01%, a US$ 91,29.
O cenário segue influenciado pelas incertezas no Oriente Médio, especialmente em relação ao cessar-fogo e à possível reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o fluxo global de petróleo.
Nos Estados Unidos, o Nasdaq renovou recorde histórico, sustentado pelo desempenho das empresas de tecnologia, enquanto o S&P 500 avançou e o Dow Jones fechou em leve queda.
Juros no Brasil e fluxo estrangeiro sustentam o mercado
No Brasil, dados de inflação voltaram ao radar dos investidores. O IGP-10 de abril subiu 2,94%, revertendo a deflação do mês anterior e sinalizando pressão inflacionária, especialmente via custos de produção.
Segundo Luise Coutinho, da HCI Advisors, o dado reforça a expectativa de juros elevados por mais tempo, o que tende a limitar o apetite por risco doméstico.
Ainda assim, o diferencial de juros segue atraindo capital estrangeiro. Como destacou João Oliveira, do Banco Moneycorp, o ambiente de juros reais elevados no Brasil, próximo de 9% ao ano, combinado à valorização do real, continua favorecendo o fluxo para a Bolsa.
Última cotação do Ibovespa
Na sessão anterior, o Ibovespa havia encerrado aos 198 mil pontos, após renovar recordes consecutivos e testar pela primeira vez o patamar dos 199 mil pontos no intradia.
Com Estadão Conteúdo