Grana na conta

Ibovespa pós-Carnaval fecha em queda de 1,86%, aos 107.152 mil pontos; Petrobras (PETR4) cai forte e abala índice

O primeiro pregão do Ibovespa pós-Carnaval 2023 fechou em forte queda de 1,86%, aos 107.152 mil pontos. Os papéis da Petrobras (PETR4) amargaram baixa de 2,57% no pregão desta quarta (22) após os contratos atrelados ao petróleo recuarem pelo segundo dia consecutivo.

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No mês, o Ibovespa cai 5,54% e, no ano, 2,35%. O nível de encerramento da sessão foi o menor desde 4 de janeiro, então aos 105.334,46.

A queda da commodity, que foi de cerca de 3%, ocorre após a ata do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) reforçar as expectativas pela alta de juros e impulsionar o dólar no exterior.

O petróleo também cedeu às preocupações sobre a demanda em meio a expectativas de recessão nas principais economias devido aos apertos monetários.

Como a Petrobras é uma das empresas com o maior peso no Ibovespa, esse movimento impacta diretamente a bolsa nacional e puxa os números para baixo.

A ata da mais recente reunião de política monetária do Federal Reserve apontou, nesta tarde, que os dirigentes da instituição consideram que a chance de os Estados Unidos entrarem em recessão em 2023 permanece elevada.

Além disso, as ações de frigoríficos como Minerva (BEEF3) e BRF (BRFS3) foram as mais prejudicadas durante o pregão pós-Carnaval por causa da suspeita (agora confirmada pela Agência de Defesa Agropecuária) de um caso de doença da “vaca louca” no Pará.

Esses papéis fecharam em queda de 7,92% e 6,71% respectivamente. Conforme reportado pelo Suno Notícias, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) investiga um caso suspeito de encefalopatia espongiforme bovina, doença conhecida como mal da “vaca louca”.

O controle sanitário é bem rígido em casos como estes e, em ocasiões anteriores, as exportações de carne bovina do Brasil para a China chegaram a ser suspensas temporariamente. Assim, caso a suspeita venha a ser confirmada, a operação dessas empresas será prejudicada.

A Vale (VALE3) cedeu 0,76% e as perdas entre as siderúrgicas chegaram a 2,61% – caso da Usiminas (USIM5).

O segmento de utilities também foi mal na sessão, com Eletrobras (ELET3) em baixa de 3,12%. Entre os grandes bancos, destaque negativo para Banco do Brasil (BBAS3), queda de 2,48%.

Na ponta negativa do Ibovespa, ficaram, além dos frigoríficos, Via (VIIA3), perda de 8,41%), Locaweb (LWSA3), que recuou 6,51%, e Magazine Luiza (MGLU3), com baixa de 3,83%;

Na positiva figuraram Cyrela (CYRE3), alta de 3,12%), Petz (PETZ3), que subiu 2,71%, TIM (TIMS3), avanço de 1,89%) e Raízen (RAIZ4), valorização de 1,65%. Apenas oito ações da carteira Ibovespa conseguiram fechar o dia com ganhos.

“A Bolsa abriu mais tarde, às 13h, e com volume enfraquecido neste retorno de feriado. Lá fora, o cenário esteve negativo, com expectativa também para a ata do Fed, divulgada às 16h. Ontem, em Nova York, os ADRs (de empresas brasileiras) tiveram queda de quase 2%, e hoje veio também o ajuste, na B3”, após ter ficado fechada na segunda e terça-feira, observa Piter Carvalho, economista-chefe da Valor Investimentos. “Um dia de menor volume e de ajuste do índice aqui dentro, e lá fora de atenção concentrada em sinais sobre a política monetária americana.”

“Ontem, teve um reverso forte no mercado americano, o que se refletiu aqui no volume nesta volta de feriado. Há ainda medo do Fed com relação a juros. O mercado se anima quando vêm alguns números melhores, mas quando a realidade se impõe, como nos últimos dados do CPI (inflação ao consumidor nos EUA), PPI (inflação ao produtor) e vendas do varejo, além dos de emprego, mostrando que a economia por lá ainda está forte, isso ampara a posição de que o Banco Central (americano) precisará ser ainda mais efetivo”, diz José Simão, sócio da Legend Investimentos, observando que o cenário de antecipação do momento de corte de juros foi se esvaindo.

Aqui, com a temperatura um pouco mais baixa após o tom conciliatório do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e a redução das críticas ao BC do governo Lula, a expectativa para os juros básicos se manteve estável para o fim de 2023, 2024 e 2025, no Boletim Focus desta semana. A mediana para a taxa Selic no fim de 2023 continuou em 12,75% ao ano, enquanto para o término de 2024 seguiu em 10,00%. Há quatro semanas, as estimativas eram de 12,50% e 9,50%, nessa ordem.

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No panorama internacional, o dólar à vista fechou em alta de 0,14%, ao preço de R$ 5,1689. Ao longo do dia, a moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,1535 e R$ 5,2128.

As bolsas norte-americanas fecham o dia da seguinte forma:

  • Dow Jones cai 0,25%, aos 33.046,33 pontos;
  • S&P500 recua 0,15%, aos 3.991,28 pontos;
  • Nasdaq sobe 0,13%, aos 11.507,07 pontos.

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Ibovespa hoje: Maiores altas

As ações em alta do Ibovespa hoje desta quarta (22) foram:

  • Cyrela (CYRE3): 3,12%
  • Petz (PETZ3): 2,71%
  • TIM (TIMS3): 1,89%
  • Raizen (RAIZ4): 1,65%
  • Ultrapar (UGPA3): 1,29%

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Ibovespa hoje: Maiores baixas

As ações em queda no Ibovespa hoje desta quarta (22) foram:

  • Via (VIIA3): 8,41%
  • Minerva (BEEF3): 7,92%
  • BRF (BRFS3): 6,71%
  • Locaweb (LWSA3): 6,51%
  • Azul (AZUL4): 5,65%

Ibovespa hoje: cotação do dia

No primeiro pregão após o Carnaval 2023, o Ibovespa fechou em queda de 1,86%, aos 107.152 mil pontos. Na sexta (17), o índice fechou em baixa de 0,70%, aos 109.176,92 pontos

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Erick Matheus Nery

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